Lindsay encontra uma estátua em seu jardim, que lhe dava acesso a um porão secreto. Após passar por inúmeros testes, e desmaiar depois de um ataque de dardos venenosos, ela finalmente encontra o fim da tumba e seus segredos.
Lindsay pode ouvir e sentir sua mãe. Ela lhe contou sobre a poderosa varinha que foi fragmentada e escondida por seu pai; e também lhe deu informações valiosas sobre o tal livro que Megan tanto procura. (Veja no capítulo anterior).
Assim que Lindsay soube de sua maior riqueza, os seus poderes especiais, tentou colocá-los em prática.
Ela foi atrás de Thomaz, ainda doente pelo seu contato com o sol, e usou de seus poderes para curá-lo. Mesmo deixando seu namorado Carlos sem resposta pelo o que aconteceu e como conseguiu curá-lo, Lindsay foi embora, para repor suas energias depois de um dia tão cheio.
Assim que voltou, notou uma carta sob uma mesa de canto, e ficou horrorizada com seu conteúdo. Bom, estas partes você conhece muito bem... Então vamos ver o que aconteceu depois...
A 2° temporada - "Quem sou Eu"?
Lindsay: - Oh não! Não pode ser! Aquela idiota da Megan sequestrou minha amiga Eleanor! Temos que resolver isso agora.
Lindsay: - Eu vou dar um fim nisso.
Lindsay: - OK, mesmo que seja a última coisa que eu faça, vou tentar salvar meus amigos.''
Carlos: - Lindsay! - gritou - Onde você está, Lindsay? Você esqueceu sua bolsa na minha casa e... O que é isso? Uma carta... Oh, ela foi atrás da Megan. Eu tenho que impedir isso agora...
Megan: - Olá, Lindsay, veio tão rápido... Acho que não teremos muitos problemas que eu destruir você.
Lindsay: - Devolva minha amiga! Ela não tem culpa, é a mim que você quer, seu monstro.
Megan: - Acalme-se, querida, temos tempo suficiente. Uma coisa de cada vez, onde está o meu livro?
Carlos: - Mantenha distância dela, Megan.
Megan: - Vejo que você trouxe outro de seus amigos ingênuos.
Lindsay: - Não se aproxime dele!
Megan: - Como vocês estão estressados! Vou acender as luzes para manter a calma de todos vocês.
Lindsay: - Eleanor!
Megan: - Nunca duvide de mim.
Lindsay: O que você fez com ela?
Megan: - Apenas lhe dei um pequeno presente. Lancei um feitiço, que a transformará em uma pedra em poucas semanas. E, quero vê-la sofrer cada minuto...
Lindsay: - Deve haver algo para quebrar o feitiço
Megan: - Nada que você possa fazer, minha querida amiga. Nada!
Carlos: - Sua estúpida. É melhor você reverter o feitiço, ou senão eu vou...
Megan: - Está bem claro agora? Lancei uma maldição em você, Carlos, que lhe transformará em um animal desprezível todas as noites. Talvez nem sua querida namorada irá aceitar você depois desta transformação.
Carlos: - Lindsay... Fuja! - disse Carlos, lentamente, enquanto tentava dominar a dor em seu corpo.
Lindsay: - O clima está esquentando... Tenho que apagar esse fogo antes que ele destrua Carlos e a Eleanor.
Megan: - Não tente fugir de mim, Lindsay.
Lindsay: - Ah, não aguento mais correr...
Lindasy: - Acabou, Megan, saia da minha frente agora.
Lindsay, sem entender como, estendeu seus braços e atacou Megan com um jato de fogo. Após isso, Megan desapareceu diante de seus olhos. Lindsay desceu as escadas com pressa e foi socorrer Carlos, ainda sobre o chão, sentindo dor.
Lindsay: - Venha comigo, vou ajudar-lhe a levantar.
Lindsay: - Ainda sente dor?
Carlos: - Não. Já estou melhor. Acho que está na hora de me contar o que aconteceu, não é mesmo?
Lindsay respirou fundo e começou a contar. Deu detalhes sobre o que aconteceu no porão; sobre como adquiriu poderes; e principalmente sobre sua família, que estava segura, porém presa no porão.
Foi um choque para Carlos, ter que acreditar que estas forças místicas existiam. E agora, mais do que nunca precisava ajudá-la.
Carlos: - Bom, então vamos logo viajar pelo mundo em busca da varinha. Vou ligar para o Thomaz, ele é mais velho e pode nos acompanhar.
Lindsay: - Eu vou reservar o nosso voo. Vamos sair daqui ainda hoje...
Carlos: - Só mais uma pergunta... O que aconteceu com a Megan?
Lindsay: - Acho que ela finalmente vai nos deixar em paz.
Lindsay: - Nosso voo foi agendado. O avião sai hoje as 11 horas.
Carlos: - Perfeito. Thomaz está nos esperando no carro.
Thomaz: - Vamos, pessoal.
Lindsay: - Mal vejo a hora de chegarmos!
Megan: - Sim, eles estão entrando... Cuide bem deles!
Lindsay: - Chegamos em Champ Les Sims, França!
Carlos: - Adorei!
Lindsay: - Este é hotel.
Carlos: - Parece bom.
Thomaz: - Vamos entrar, não quero ficar no sol por muito tempo...
Marion: - Meus hóspedes chegaram...... Vou cuidar muito, muito bem deles...
Lindsay: - Hotel um pouco simples, não acha?
Carlos: - Lindsay! Não podemos gastar muito, esqueceu? - disse baixinho, tentando disfarçar.
Uma mulher de cabelos loiros e curtos desce as escadas com um sorriso simpático no rosto e se apresenta.
Marion: - Bom dia senhores. Meu nome é Marion. Sou a dona do hotel. Espero que tenham tido uma boa viagem. Os quartos ficam no andar de cima. Se precisarem de alguma coisa, estarei a disposição.
Lindsay: Obrigada.
Assim que a mulher sai, Carlos tenta convencer Lindsay a descansar, porém ela não o escuta e sai para conhecer a cidade. Preocupado, Carlos resolve ir junto, levando também Thomaz.
Lindsay alugou um tipo de ''lambreta'' para se locomover pela cidade. Apesar de se preocupar com os gastos, nunca poupou a carteira. Subiu algumas ruas da cidade e foi até o museu.
Apesar de estar seguindo apenas sua intuição, tinha certeza que devia procurar sobre história francesa pelas salas. Passou pelos aposentos egípcios e chineses. Não conseguiu encontrar os aposentos franceses. Como visitar um museu na França sem ter acesso às histórias francesas?
Interrompeu seus pensamentos quando viu um buraco na parede, parecido com o que foi encontrado no porão de sua casa. Ao lado, havia uma placa avisando que estava ocorrendo certa reforma no andar inferior. Estranho... Curioso...
Sem pensar muito, Lindsay esticou o braço e colocou sua mão no buraco, fazendo movimentos circulares. Ficou cerca de um minuto ali, em tentativas sem resultados. Por fim, se cansou e desistiu.
Espero que nenhuma câmera tenha filmado isso - pensava ela.
Lindsay: - Pessoal, vamos embora. Tinham razão! O museu não é tão interessante assim.
Carlos: - Vi uma porta abrir, Lindsay. Não me diga que você...
Lindsay olha para seu braço, assustada, e depois olha para uma porta aberta que dava acesso a um corredor.
Sem saber o que a esperava, entrou sem hesitar...
Mais uma vez levado pelos impulsos, Carlos resolveu entrar junto de Lindsay, deixando Thomaz para trás.
Durante a exploração do local secreto que Lindsay havia encontrado, foram descidas escadas, estátuas foram empurradas, e muitos interruptores foram acionados. Lindsay andava pelo longo corredor, após empurrar uma estátua que impedia sua passagem. Haviam muitos pedestais e vitrines com vasos antigos. Provavelmente valiam uma fortuna. Chegaram até uma passagem fechada por uma parede que parecia se mover sozinha.
Lindsay precisava apenas colocar a estátua sobre um interruptor de piso, porém a estátua era pesada demais, até mesmo para Lindsay e Carlos juntos.
Carlos se arriscou, pulando sobre o interruptor, substituindo a estátua. Lindsay entrou pela porta.
Porém, assim que Carlos saiu do interruptor, a porta se fechou, deixando Carlos de fora... E Lindsay presa no porão.
A porta atrás de Carlos se fechou também. Ninguém podia ouvir seus gritos...
Lindsay passou por uma série de corredores em que teve de enfrentar armadilhas e quebra-cabeças. Realmente não se lembrava de quantas estátuas já havia empurrado. Dentro de algumas salas, encontrava baús que continham tesouros, que infelizmente não interessavam Lindsay nem um pouco. Depois de muitas horas dentro daquele porão escuro, conseguiu desarmar a armadilha de eletricidade e teve acesso à porta que permitiria sair. Ao desarmar, acabou desativando a energia de todo o museu, fazendo com que todas as portas de segurança fossem abertas.
Carlos conseguiu escapar pela escada que se escondia atrás de uma porta de metal.
Lindsay: - Carlos! Estou aqui!
Carlos: - Lindsay... - conseguiu falar ofegante - Nunca mais faça isso! Você me deixou preocupado.
Deram um longo abraço, e só se soltaram ao notar a viatura policial parada próxima ao estacionamento do museu.
Lindsay: - Ficamos a noite toda ali dentro... O que aconteceu?
Carlos: - Não sei! Fiquei preso naquela sala, até que as luzes foram apagadas. Então uma porta de metal abriu, revelando uma escada que levava ao patio.
Lindsay: - Vamos! Acho que arranjamos problemas... - disse Lindsay se agarrando ao braço de Carlos e levando-o até a rua em que desceram com pressa.
No meio do caminho, Lindsay explicou o que aconteceu. Juntos, deduziram que Lindsay desativou a energia, desligando o sistema de segurança. Thomaz provavelmente chamou a polícia para investigar o desaparecimento.
Isso explicaria o porquê da polícia no museu.
Ao chegarem ao quarto de hotel, Carlos desenrolou um pano do bolso e entregou a Lindsay um pedaço de joia.
Era um diamante rosa... Porém num formato de lua.
Lindsay: - Obrigada, Carlos... Mas infelizmente não é desse diamante que precisamos - disse decepcionada.
Carlos: - Desculpe, mas foi o único que consegui.
Lindsay: - Tudo bem. Ao menos você achou algo. Já eu...
Carlos: - Vamos achar o diamante... Não se preocupe.
Lindsay põe uma de suas mãos no ombro de Carlos e observa a joia, admirada.
Lindsay: - Sabia que os diamantes rosas, de acordo com alguns livros de magia que li, tem poderes extraordinários? Dizem algumas lendas que, se utilizado da forma correta, esse diamante pode evoluir todo o seu poder sobrenatural, revelando magias desconhecidas pelo mundo.
Carlos: - Pena que não sabemos usar - disse, desapontado.
Lindsay: - Aprenderemos! - dá um sorriso e se afasta - Mas antes eu preciso dormir... Afinal, perdemos uma noite inteira presos no museu.
Lindsay vai até sua mala e tira um pijama. Veste-o e se deita, caindo no sono.
Eram apenas 6:43 quando Lindsay dormiu.
Lindsay sai do hotel um pouco desolada. Dormiu apenas por 6 horas e, ao acordar, vê que sua joia foi roubada. Devia ter guardado em um lugar mais seguro!
Decidiu não contar nada ao Carlos. Saiu para almoçar no centro da cidade, sem anunciar para ninguém.
Ao chegar, sentou-se e pediu para que fosse preparado o menu do dia. Não estava com paciência nem mesmo para ler o cardápio e escolher o prato.
Depois de almoçar, sentou-se no balcão para pedir uma bebida. Começou pedindo um néctar de maçã. Porém não resistiu e pediu um segundo copo... Desta vez, um copo de vinho.
Pediu outro.
E outro...
Bebeu até perder a conta.
Lindsay acorda assustada. Estava encostada no balcão do restaurante. Droga! Bebi demais.
Foi para casa em pequenos passos. Sentia-se tão envergonhada que preferiu seguir um caminho sem muito movimento. Quando chegou ao hotel, correu para o banheiro, sem falar com ninguém. Ao chegar no banheiro, trancou a porta e abriu a torneira, enchendo a banheira com água quente.
Lindsay, pela primeira vez em semanas sentiu-se relaxada. Não tinha certeza do que a aguardava, mas tinha bastante confiança. Pegou o sabonete e passou pelo corpo.
Ouviu um ruído. Vinha do lado de fora.
A chave não estava mais ali, e Lindsay estava trancada dentro do banheiro. Saiu da banheira e se enrolou em uma toalha. Tentou chamar alguém, mas não adiantou.
Vestiu sua roupa e tentou abrir a janela. Antes que pudesse abri-la, ouviu novamente um ruído. Megan estava no banheiro.
Megan: - Boa noite, Lindsay!
Lindsay: - Como entrou aqui?
Megan: - O que devia perguntar é: "Como vou sair daqui?"
Lindsay: - Sua...
Megan: - Temos assuntos a tratar, Lindsay. Seu namorado saiu, Thomaz não está aqui. Você está sozinha! Quero que você use sua magia para sair daqui. Sabe onde me encontrar. Beijos, Lindsay...
Megan deixou a frase pairando no ar. Em um piscar de olhos, não estava mais lá. Enquanto isso, Lindsay se mostrava atônita. Não sabia o que fazer.
Fechou os olhos, falou algumas palavras sem sentido... Nada dava certo.
Sentou-se no chão e começou a chorar, enquanto ouvia ruídos pelo hotel. Carlos não está aqui...Para onde ele iria?
Enxugou as lágrimas do rosto e foi até o espelho. Notou que tinha um pedaço de papel preso na borda. "Marion não é confiável. Tenha cuidado. Beijos, Carlos."
Enquanto o desespero tomava seu corpo, Lindsay se via desaparecer. Quanto se deu por conta, estava entre algumas rochas no meio da floresta. Havia conseguido!




































