Starlight Shores sempre foi uma cidade marcada pelo sucesso e riqueza. Raramente encontramos pessoas de classe baixa vivendo aqui. Não é a toa que George Graham, bilionário magnata se fixou nas montanhas do letreiro mais famoso do cinema Sim.
STARLIGHT SHORES, GRAHAM MANOR - 10:57 am
George estava sentado na cadeira de seu escritório, analisando minuciosamente cada detalhe da fotografia de um senhor de 35 anos, cabelos escuros e barba espessa. Estava tão concentrado em demonstrar seu ódio em relação à aquele homem, que não notou a chegada de Daisy na sala.
" Você prometeu a si mesmo que não voltaria ao passado, sr. Graham. Seu que sou apenas uma empregada, mas tenho que alertar que esse ódio nunca lhe fará bem"
" Daisy, você sabe bem que não é apenas uma empregada da casa, mas sim uma grande amiga minha. Mas, ainda acho necessário lhe dizer que nunca vou esquecer o que ele e sua família me fizeram, independentemente do que você acha."
" Bem... Você quem sabe." - respirou fundo e mudou de assunto. - " Irá à sessão fotográfica hoje a tarde? Lembre-se de que começa às 15:00."
"Sim, eu irei. Só para confirmar... O evento da galeria de arte será exatamente às...?"
"20:30, senhor"
" A sessão fotográfica ocorre na mesma galeria em que terá o evento de empresários... E obviamente, utilizaram o mesmo fotógrafo para o evento..."
"Acho que sim... Por quê?"
"Por nada. Estava apenas pensando. Poderia preparar um chá?"
"Claro!"
Assim que Daisy saiu do escritório, George passou por uma porta nos fundos do escritório que dava acesso a piscina de sua casa. Tirou do bolso seu telefone e ligou para o fotógrafo.
" Olá, aqui é George Graham. Poderia marcar a sessão para mais tarde? Acho que às 18:15 é perfeito! Obrigado e até lá."
Sentou-se satisfatoriamente na cadeira e apreciou a vista da cidade. Estava feliz por dar início ao seu plano de vingança, depois de ter planejado detalhadamente qualquer passo do seu plano durante uma noite.
Tomou seu chá, respirando fundo e se acalmando. A noite prometia ser agitada.
GRAHAM MANOR - 15:39 pm
Acabara de chegar seu novo terno escuro, feito especialmente para aquela noite. A sessão de fotografias iria ser pulicada em uma importante revista de finanças, destacando o grande desempenho da 'Gram Enterprises' no mundo dos negócios. George era um simbolo de empreendedorismo de sucesso. Sua empresa de seguros mantém serviços há apenas 5 anos, e já arrecadou um patrimônio de 19,7 bilhões.
Após o ensaio, haveria um grande evento de gala, convidando os grandes empresários que iniciaram em Starlight Shores, e dentre eles, estava George... E Chris White. Chris White é o grande inimigo de George. Há alguns anos, Chris trabalhou como vice-diretor de finanças. Tornou-se um homem de confiança, mas assim que pode, deu um desfalque e tirou da empresa mais de 570 milhões. Ninguém conseguiu provar que Chris era o responsável, apesar de ele ser o único com poder e disposição para isso. Mas, grande parte da história é desconhecida, pois tudo ocorreu de maneira inesperada. Esse é o segredo que George tenta derrubar. E derrubará assim como destruirá qualquer um que esteja relacionado à Chris.
George chamou Daisy, que entrou no vestiário às pressas.
" Ficou lindo em você"
" Obrigado, Daisy. Está dispensada. Pode se arrumar para o evento."
"Mais uma vez, muito obrigada pelo convite."
Daisy foi convidada para o evento daquela noite. George sempre confiara nela, mas naquela noite, havia um motivo em especial para desejar sua presença. Queria mostrar a ela que seu plano de vingança já havia começado.
O fotografo era muito talentoso. Mas era possível notar que ele era do tipo preguiçoso e desatento. Isso não era um problema, mas sim uma vantagem para George. Assim que a sessão acabou, o fotografo saiu da sala para se preparar para o evento.
Em sua mesa de trabalho, deixou seu notebook, um projetor HD e sua câmera.
George se sentou na cadeira e ligou o notebook. Não tinha a mínima intenção de ver como ficara as fotos, mas sim, ver a lista de vídeos de homenageados da noite. Não foi difícil encontrar o nome de Chris White na lista. Colocou um pendrive, que estava escondido em dos bolsos, e substituiu o vídeo de Chris por outro. Naquela noite, toda a empresa de alimentos pertencente à Chris teria uma surpresa...
GALERIA DE ARTE DE STARLIGHT SHORES - 20:58 PM
Estavam sentados ali, muitos representantes de empresas famosas, diretores, milionários e suas famílias. George foi o primeiro a ser homenageado, fazendo a abertura do evento. Logo em seguida, o diretor financeiro da ''White Food'', empresa de Chris, daria sua palavra, substituindo o próprio, que não pode estar presente. Ao término do discurso de George, houve um grande número de aplausos. Era a vez de Gaspar representar White Food.
O discurso foi convincente. Por alguns minutos, todos ficaram impressionados com os bons feitos na área da agricultura, pois os resultados de produção eram incríveis. Porém, o vídeo de fundo, que deveria exibir as regiões de plantio de White Food, mostrou alguns documentos e contratos confidenciais que comprometiam os princípios da empresa. Mostravam transferências para uma conta desconhecida, e algumas cartas e emails enviados a um senhor que produz produtos químicos pesados para produzir mais (agrotóxicos de uma marca fortes que danificam a natureza e prejudicam lentamente a saúde de quem ingere). Por fim, onde se esperava aplauso, terminou em vaia e uma série de perguntas...
CENTRO DA CIDADE - 23:17 pm
Depois de assistir gloriosamente a queda da empresa de Chris White, George saiu apressadamente da galeria. Disse a Daisy que tinha algo importante a resolver. E tinha.
Discretamente, foi a empresa de Chris White e entrou pela porta dos fundos. Sabia que enquanto a empresa estivesse nas mãos do irresponsável Gaspar, nenhuma porta seria trancada por atenção. Já dentro do enorme corredor, procurou pela sala do diretor de finanças Gaspar.
Gaspar sempre fora um alvo fácil.
Implantou alguns documentos e arquivos no computador dele. Sabia muito bem o que estava fazendo, e tinha a certeza de que seu plano não ia falhar. Chris White voltava logo de manhã para reassumir o controle da empresa, e quando retornasse, cuidaria do escândalo de hoje a noite.
BIBLIOTECA DE STARLIGHT SHORES - 9:24 am
Apesar de amar leitura, havia outro motivo pelo qual George fora à biblioteca naquela manhã. Iria encontrar Chris White.
Mesmo sendo um golpista capaz de roubar milhões de uma empresa, após abrir a White Food, Chris nunca moveu um dedo sem consultar George. O pior de tudo, é que Chris nunca suspeitou que George desconfiasse de sua culpa no roubo.
"Estou preocupado com a imagem de minha empresa, após a noite anterior."
"Entendo. Realmente, isso não fará bem para suas ações. A melhor medida a tomar agora é evitar que isso ocorra novamente."
"Quero encontrar o responsável por isso."
"Não deve ser difícil. Quem tem acesso à esses dados?"
"Poucos. Em particular, eu, meu diretor financeiro e o gestor."
"Procure em suas salas alguma prova. Você é o chefe e tem direito a isso. Verifique os computadores, veja se esses documentos estão bem protegidos..."
"Farei isso. Ainda hoje!"
SEDE DA EMPRESA WHITE FOOD - 11:02
Chris White buscou em cada canto das salas dos funcionários ligados ao contrato com agrotóxicos. Ao entrar na sala de Gaspar, sentiu uma leve dor de cabeça, causada pelo estresse. Além de atrasado, a sala estava uma bagunça. Os contratos e documentos confidenciais divulgados estavam todos em cima da mesa. Qualquer um poderia entrar e fotografar aquilo.
Quando Gaspar entrou na empresa, a secretária avisou que o chefe lhe aguardava.
Ao entrar em sua sala e ver o chefe em pé diante de sua mesa, Gaspar ficou atônito. Tinha bebido na noite passada após o evento, e nem sequer lembrava que os documentos haviam sido deixados na mesa.
"Gaspar, confiei a minha empresa em você durante essa semana, enquanto estava fora. Deixei em suas mãos um evento que faria as ações subirem, e você acabou com ele. Quero que você se lembre de quantas vezes eu te salvei. Quero que você saiba que você só está onde está agora por mim. Como pode me deixar na mão?"
"Sr. White, eu não tive culpa! Tomei muito cuidado com esses documentos. Não fui eu quem os divulguei! Sabe que estou envolvido nessa tanto quanto você."
"Não interessa Gaspar. O que interessa agora é que nosso sucesso está em risco. Quantos investidores irão retirar suas ações agora? Você faz ideia?"
"Me desculpe, senhor... Eu vou..."
" Cansei de desculpas! Dê um jeito em você mesmo, ou terá que procurar outra empresa para trabalhar. Essa é sua última chance!"
Chris bateu a porta com força ao sair da sala. Sempre fazia isso ao se irritar.
Gaspar, pela primeira vez, ficou preocupado com a situação. Nunca havia visto Chris daquela maneira, e tinha medo das medidas que poderia tomar. Estava ciente de que sua vida de luxo não podia ser mantida sem aquele emprego... E não tinha a menor intenção em perdê-lo.
BAR - 21:17
Sentou-se no balcão, ao lado de uma mulher que ao primeiro minuto chamou sua atenção.
Pediu a bebida mais cara do bar, obviamente para chamar a atenção. Depois, se ofereceu a pagar a bebida para a mulher ao seu lado.
Depois de tomar três drinks, convidou a mulher para sair. Claire não recusou o pedido.
Chegando lá, tomaram vinho e se deitaram. Apesar de um pouco estranho, Gaspar se pôs no sono, antes mesmo de beijá-la. Claire se levantou, saiu e pegou o telefone.
"George, consegui o que me pediu."
"Obrigado, Claire. Quanto ele gastou?"
"Em torno de 240 mil. Bebidas, restaurante e até um hotel. Ele é louco!"
"Vocês dois ficaram?"
"Não. Coloquei remédio em sua bebida. Ele mal me beijou."
"Mais uma vez, obrigado. Sua dívida está paga!"
"Oh, finalmente!"
SEDE DE WHITE FOOD - 11:36
"Você cortou meu salário?!"
"Cortei. Você passou dos limites. Foi encontrado bêbado pela milésima vez, chegou atrasado novamente... Isso é inaceitável!"
"Espere...Você está apenas se vingando de mim pelo que aconteceu no evento. Mas saiba que a culpa não foi minha... E se eu fosse o dono da empresa, não cometeria o mesmo erro que você. Usar agrotóxicos não é um erro. Mas da forma em que você os obriga a usar...é. Além disso, você é um homem sem escrúpulos, que promete aos seus clientes o que não cumpre. Quer saber o que acho?"
"Não. Não quero. Está demitido!"
Gaspar saiu da empresa com lágrimas no rosto. Trabalhou lá durante anos, e sempre confiou em Chris. Mas agora estava acabado.Precisava urgentemente de encontrar uma forma de enriquecer, pois tinha de pagar os gastos da noite anterior e manter o carro e a casa.
Pegou o telefone e fez a ligação mais importante de sua vida.
GRAHAM MANOR - 14:03
"Deixe-me ver se entendi. Você marcou uma reunião comigo para vender informações de seu antigo chefe?"
"Sim. Ele tem muito a esconder. E você é um dos maiores concorrentes dele. Com certeza, isso irá favorecer-lhe."
"Muito bem... Darei-lhe exatamente 500 mil."
" Muito bem. Vejo você no parque de pesca hoje às 16:00. Vou levar até você contratos e documentos da empresa que tenho em casa."
Gaspar se levantou da cadeira e saiu da mansão. Assim que a porta bateu, Daisy entrou na sala.
" Acredita nele? "
" Claro que não..."
Por um momento, George se leva ao passado. Teve uma súbita lembrança de uma tarde em sua empresa, quando...
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" Senhor Graham, trouxe comigo Gaspar. Ele completou sua faculdade de administração, e daria um ótimo diretor financeiro... Posso colocá-lo como meu aprendiz aqui na empresa. Seria bem interessante. Tudo bem se ele ficar?"
" Por que devemos confiar em Gaspar, Chris?"
" Conheço-o há um bom tempo. Somos quase iguais. Confio nele mais do que em mim mesmo. Tenho certeza que ele me apoiará em qualquer coisa na empresa."
" Apoiá-lo? Eu sou o dono da empresa. Ele deve se submeter a mim. "
" Claro... Tudo bem se ele ficar?"
" OK. Mas não permita que ele tenha acesso a ações importantes da empresa. Supervisione- o em tudo. Seja bem-vindo a Gram Enterprises. Meu nome é George Graham, o dono da empresa. "
Ao saírem da sala, George disse para si mesmo: " Não confio neles... "
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Voltando para o tempo atual, George deixa as lembranças de lado. Olha para Daisy e diz com determinação:
" Nunca confiei! "
PARQUE DE PESCA - 16:04
Gaspar estava em pé em um gazebo, esperando a chegada de George. Estava eufórico para receber os 500 mil. Porém, tinha uma intenção a mais. Desejava contar a seu ex-chefe Chris White que George buscava informações sobre ele. Pensava que assim, poderia retomar sua carreira na White Food.
Deu um sorriso quando viu George chegando, a pé, no parque.
Subiram na ponte sob o lago de pesca e deram início a conversa.
" Sr. Graham, você sabe sobre o desfalque que arrancou de sua empresa milhões, não sabe? "
" Sim, sei. Sei também que você e seu chefe são responsáveis por ele. "
" Em parte, sim. Na época, era um garoto que havia completado a faculdade. Tinha em mente que não acharia um emprego com tanta facilidade. Então, apareceu Chris, me oferecendo riquezas e prometendo muito. Disse que havia uma organização... Não me lembro o nome, que daria bilhões para derrubar sua empresa e conseguir informações, dentre outras coisas. Chris havia sido contratado por essa organização. Na verdade, ambos nós fomos obrigados a fazer o que exigiam. O desfalque fazia parte do plano... Só que algo deu errado. Não consegui entender o que era. Fomos obrigados a deixar sua empresa e abrir a White Food. A partir daí, fui privado de saber mais sobre a organização. "
" Não tem um nome, algum integrante que possa me dizer? "
" Infelizmente, quem tem acesso a essas informações é Chris. Até onde sei, ele é apenas uma marionete da organização. Existem pessoas bem mais poderosas que ele lá dentro. "
" Obrigado, foi muito útil sua informação. O dinheiro foi depositado na sua conta... Mas antes, tenho uma coisa para você. "
" Por favor... Não atire. "
George abaixou a arma e atirou no pé de Gaspar.
" Não achou que morreria assim tão depressa, achou? "
George, com um sorriso no rosto, deixou caído na ponte, o corpo de Gaspar, que ainda contorcia pela dor no pé. Jogou um líquido no chão e pôs fogo em tudo. Jogou qualquer prova no lago e saiu, enquanto a madeira da ponte se queimava e caia na água...
GRAHAM MANOR - 17:03
Assim que chegou na mansão Graham, George entrou na banheira e tomou um banho. Estava exausto por caminhar a pé até o parque, mas não queria chamar a atenção com o carro e muito menos ser registrado por câmeras de segurança.
Após 30 minutos de banho, se levantou, se colocou dentro de um roupão de banho e se dirigiu até seu quarto, onde colocou um terno simples. Sentou-se em uma cadeira e ficou esperando o dia acabar.

O som do telefone rompeu qualquer silêncio. Número desconhecido...
George atendeu o telefone. Não pode evitar que escapasse um soluço de sua boca, ao se assustar com a pessoa que estava do outro lado.
" Sr. Graham, polícia de Starlight Shores. Temos algumas perguntas."
"OK. Perguntem"
"Fomos informados de que Gaspar German foi a sua casa hoje a tarde. O que exatamente ele queria?"
"Bem. Ele me pediu ajuda. Disse que havia sido demitido da empresa em que trabalha, depois de..."
"Senhor, continue."
"Parece que ele roubou um valor de 500 mil da empresa White Food, e seu chefe ficou sabendo. Estava desesperado e implorava por ajuda, mas não sabia como auxiliá-lo, então pedi para que se retirasse."
"Obrigado Sr. Graham. Suas informações ajudaram a encontrar o suspeito."
"Suspeito? Aconteceu alguma coisa?"
"Gaspar foi encontrado morto no parque... Tenha uma boa noite."
George parecia satisfeito. A polícia não havia estragado seus planos, mas sim, ajudado. Na verdade havia ajudado muito.
Sentou-se mais uma vez na cadeira de seu escritório e começou a digitar alguns códigos na tela de seu notebook. Em alguns segundos, havia entrado nos laudos confidenciais da polícia de Starlight Shores. Bastou alguns cliques e, anonimamente, divulgou os laudos em sites de revistas de fofoca e jornais. Certamente, em pouco tempo, Chris estaria destruído.
Bastaria agora esperar...
UMA SEMANA DEPOIS...
"Oh, George. A sede de White Food era realmente um bom prédio. E, infelizmente, tudo que me restou. Em apenas 4 dias, mais de 70% dos acionistas desistiram de nossa empresa, e dois dias depois, meus bens foram congelados. Descobriram o uso indevido de agrotóxicos nas plantações, e fui obrigado a pagar multas. Acabei falindo."
" É realmente uma pena, Chris... Mas você fez a escolha errada, Sempre fez..."
"Do que está falando? Agrotóxicos não são proibidos."
"Sabe que não estou falando de agrotóxicos. Disse que se arrependeu de tê-lo demitido. Há tantas outras coisas que deveria ter se arrependido, mas não arrependeu."
"Seja claro, George, não estou entendendo."
" Eu sei o que você fez. O desfalque na minha empresa, teve como responsável, uma pessoa em que tive o azar de confiar. Você! "
" Por favor, George, me entenda... "
"Não. Não tenho que entender nada. Sei exatamente o que aconteceu. Você escolheu trabalhar da maneira incorreta para as pessoas incorretas. E principalmente, contra a pessoa incorreta."
" Fui obrigado..."
"Também sei disso. Diga-me de quem é essa organização."
" Não posso. "
George aumentava cada vez mais seu tom de voz. Estava revoltado com a facilidade em que Chris tratava aquele assunto. Mas na verdade, o que Chris sentia ia além da calma. Antes de se sentar, George colocou remédios na xícara de café sobre a mesa. Sabendo que Chris não ignoraria a cafeína diante de si, apenas esperou que tomasse e começasse a sentir mal.
Chris fez esforço para se levantar assim que notou que era um golpe de George para se vingar dele.
" George, veja a que ponto chegamos. Dinheiro nunca lhe fez falta. Acho que não é necessária toda essa crueldade. "
" Fale logo. Que organização é essa? Quem são seus responsáveis? "
" Sei que vou morrer... Não tenho então o porque de lhe dizer mais nada. Já foram arrancados de mim o que eu gostava... "
" Ainda não. Sei que você tem família. Uma esposa e dois filhos... E também esse prédio. É realmente um lindo prédio, e seria avaliado em uns 30 milhões. Seria suficiente para dar à sua família uma vida estável e confortável por muitos anos. Se me disser, posso poupar sua família de perder esses 30 milhões... "
"OK! Eu conto. Essa organização foi criada um pouco depois de sua empresa. Não sei exatamente porque o alvo dela é você, mas seus objetivos são destruir certas empresas. Você e a Gram Enterprises é o alvo principal. O diretor da organização vive em Sunset Valley, mas você nunca chegará até ele, pois nem eu cheguei. A maior autoridade que conheci mora em Bridgeport. É um homem, mas não sei seu nome. Por favor, deixe o prédio intacto para que minha família possa vendê-lo depois. "
"Claro! Você fez seu trabalho direitinho. Adeus! "
As portas duras e pesadas se fecharam em frente ao pobre Chris.
Agora, Chris sentia uma extrema curiosidade para saber o que George faria, e desejava muito que ainda tivesse vida para se levantar e saber se o prédio ficaria realmente intacto após George sair de lá. Mas não foi preciso muito tempo para ter certeza que George havia realmente se vingado dele. Sentiu um grande calor atravessar a sala, e pelo vidro da porta, pode ver um incêndio começar, enquanto George saia do prédio.
George saiu de White Food e se escondeu atrás de algumas pedras e folhas, para acompanhar e se deleitar com a destruição de seu amigo e sua empresa. Só saiu a noite, quando a empresa já havia sido totalmente destruída. Tinha a certeza de não ter sido visto. Já eram mais de três horas da madrugada, e a polícia e o corpo de bombeiros já haviam entrado no local.
MANSÃO GRAHAM - 3:41 am
Daisy avistou George chegar na mansão e desceu as escadas depressa. Sentou-se na poltrona, ao lado dele e começou a perguntar onde ele esteve.
" Apague o fogo da lareira. Já vi o suficiente por hoje. "
Ao dizer isso, Daisy compreendeu tudo. Estava chocada, não pela maldade de seu amigo, mas sim porque concordava com o que tinha feito. Talvez, pelos anos de convivência, Daisy começara a gostar do ato de vingança.
" Você colocou fogo na empresa dele? "
"Sim."
Respirou fundo e começou:
"Parabéns. Espero que tenha conseguido atingir seu objetivo de vingança. "
" Ainda não. Há mais gente envolvida. Mas irei acabar com todas elas. Todas... "
" Estarei disposta a ajudar. "
George levantou o olhar para Daisy e sorriu. Bastou aquilo para demonstrar o quanto ficara feliz por finalmente ser apoiado. Se levantou da cadeira e foi até a piscina.
Na escuridão da noite, apoiou se em um pequeno muro que delimitava a área externa da sua casa e disse para si mesmo.
" Bridgeport, me aguarde. "
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FIM DA PRIMEIRA TEMPORADA...








































