OASIS - Segunda Parte


- Emilly... Precisamos conversar.
- Não precisamos!
- Acalme-se Em! Vamos nos sentar e conversar.
- Não vamos à lugar algum. Você traiu minha confiança! Eu fiz de tudo para salvar você, acreditei que você era inocente, fui a delegacia, menti, voltei com Elliot e fiz tantos sacrifícios por você. Estou decepcionada.
- Poderia me dar a chance de explicar? Eu não matei Anna. Não acredito que você ainda tem dúvidas.
- Por que não teria? O assassino era uma pessoa de capa preta que só você viu, e de repente aparece vestida como. Quer que acredite em quê?
- Não sei. Sinceramente, eu não sei. Aliás, desejava ter matado-a e dado fim a um sofrimento de anos. Seria tudo bastante simples. Porém, existem muitas coisas complicadas que você não entenderia.
- Acho que cabe a mim entender ou não. Apenas me conte a verdade. Toda a verdade.

Agatah assentiu com a cabeça e pegou na mão de Emilly, levando-a até a frente de sua casa. Durante a caminhada, Emilly despiu-se de sua fantasia indiscreta e jogou-a no chão.
Ao chegarem no que se parecia uma praia, sentaram-se no banco de madeira e voltaram a conversar.


-  Agatah, pode começar a se explicar.
- Ok. Primeiramente, não matei Anna. E também não conheço a identidade do verdadeiro assassino. Só estou usando essa capa porque não poderia ser identificada por ninguém além de você. Sabia que assim que visse a capa preta, não pensaria duas vezes antes de segui-la. O que aconteceu naquela noite não passou de um acidente. Estive no lugar errado, na hora errada. Assim que subi, encontrei-a morta no chão e, obviamente, fiquei chocada com a cena. Não sei por quanto tempo fiquei olhando-a morta. Desprezivelmente, apreciava aquilo. Foi então que a capa preta chegou e eu desmaiei. Estava muito bêbada e sabia que nada que fizesse seria realmente certo. Não reagi, apenas desmaiei.

Emilly respirou fundo. Parecia cada vez mais irritada com o fato de Agatah estar escondendo algo.

- Agatah, já sei de tudo isso. Mas creio que você não sairia do reformatório usando uma capa preta apenas para me contar o que já imaginava.
- Me arrisquei até aqui para tentar alertar você. Emilly, por favor, esqueça isso! Como já disse, existem muitas coisas envolvidas que você não entenderia. Digo isso porque eu mesma não compreendi o que realmente aconteceu naquela noite. Entretanto, posso afirmar a você que nada parecia amador naquela noite. Não foi uma coincidência Anna ter morrido justamente em uma noite movimentada no baile. Lembra-se de quando me disse que haviam alguns assassinos na cidade?
- Sim, eu me lembro. Mas pode ser mais clara por favor?
- Anna tinha muitos inimigos. Há alguns anos atrás, ela e eu tínhamos um acordo que envolvia muitas pessoas que eu amava. Porém, eu quebrei o acordo antes que pudesse machucar alguém que eu valorizava muito.
- Quem Agatah? - Emilly tocou a mão de Agatah assim que viu uma lágrima escorrer de seu rosto.
- Não quero contar, Em. Por favor, não peça que eu te conte.
- Respeito sua opinião, Agatah. Mas se realmente quer que eu coloque um fim nas minhas ''insaciáveis procuras'', preciso saber de tudo.
- Acho que depois de tudo, eu devo-lhe a verdade. Procure Ammy Hayl. Ela era minha melhor amiga, antes de conhecer você. Ela também foi uma das únicas garotas em que os acordos de Anna não tinham influencia. Talvez ela possa te ajudar. Ela sabe de tudo, e pode contar a você o que eu não posso.
- Obrigada, Agatah.
- Emilly, me prometa que vai apenas procurar Amy e dar um fim em suas buscas pela verdade. Você está se arriscando muito, e eu não me perdoaria nunca se algo acontecesse com você.


- A única coisa que posso prometer-lhe é que não vou parar até tirar você do reformatório e provar sua inocência.

Após dias de dor e saudades, as duas finalmente se abraçam novamente.

- Tome cuidado, Emilly. Estou segura no reformatório, mas você não...
- Agatah, sobrevivi até agora. Sei me cuidar. Vou sentir sua falta.
- Eu também.

Emilly se solta e despede, acenando com a mão enquanto Agatah desaparece na calçada, correndo com sua capa.


Voltando para casa, Emilly torna a sentir um vazio dentro de si. Já havia sido doloroso perder a amiga uma vez, mas mesmo assim, foi obrigada a perdê-la novamente. Aquele sentimento inútil que girava em torno de sua cabeça converteu-se no desejo de superá-lo.


A mesa do bar ainda não havia sido desmontada, e as bebidas que a mãe havia comprado ainda estavam no balcão.
Emilly tentando livrar-se da saudade de sua amiga, mistura o conteúdo das garrafas atrás da mesa e bebe-os, fazendo algumas caretas ao sentir sua garganta queimar com a bebida.

Depois de alguns minutos, sentiu uma sensação bastante diferente da usual. Sentada na escada do gazebo, Emilly começou a se inclinar para o lado, com seu corpo fraco e pesado. Sentia-se cada vez mais exausta, com sono. Sua cabeça começou a girar, até que sentiu que havia batido-a contra o chão.

Emilly havia caído sobre a escada.

Foi perdendo a consciência aos poucos e, a medida em que seus olhos se fechavam, Emily finalmente conseguiu entender o que aconteceu. Sua mãe não estaria em casa naquela noite e Agatah havia partido. Estava sozinha em casa, sem ninguém para salvá-la.

Naquele momento, Emilly já estava desmaiada. Não era o efeito da bebida em si, mas sim do que foi colocada nela.

Foi então que alguém usando a capa preta surge para carregá-la.




Naquela mesma noite, Agatah estava sentada na sua cama, em um quarto do reformatório, compartilhado com outras quatro garotas. Ali, o uso de celulares era proibido, mas ela havia se arriscado conseguindo um telefone com uma de suas colegas. No telefone, falava baixo com alguém:
- Por favor, não deixe que ela saiba de nada!
- Não posso te ajudar, por mais que queira. Já estragou tudo dando dicas à ela.
- Por favor - dizia rangendo os dentes - Não posso arriscar nada! Faça com que ela pare de procurar.

Agatah encerrou a ligação e escondeu o telefone dentro de sua roupa. Com uma das mãos na cabeça, limpou a gota de suor que escorria pela testa.



Emilly se encontrava em um banco de madeira, deitada em frente à um lago. Ao despertar, apoiou os cotovelos na madeira e se levantou lentamente. Estava com uma forte dor de cabeça, resultado da bebida e do banco duro.
Ainda atônita com tudo aquilo, começou a se perguntar como haviam trocado suas bebidas, e principalmente como foi parar num banco. Preocupada com sua mãe que chegaria em poucos minutos, arrancou os sapatos e correu pela grama até encontrar o caminho de casa.

Ao abrir a porta, lembrou-se do que a amiga havia dito na tarde passada. Uma ideia maluca acabou de invadir sua cabeça.


A Escola de Willow Creeks ficava logo depois da praça municipal. Aproveitando-se das reformas decorrentes das doações, Emilly pulou uma das janelas abertas e andou pelo longo corredor até a antiga biblioteca, agora usada como sala de arquivos.


Na penúltima estante do 4° corredor, Emilly encontrou um livro com a lista de alunos que frequentavam a escola há 2 anos atrás. Pretendia verificar a lista ali mesmo, mas um barulho no corredor fez com que mudasse de ideia. Agarrou-se ao livro e pulou novamente a janela, correndo rapidamente pelo pátio até o estacionamento do ônibus.


Por sorte, Emilly chegou em casa com o livro.
Sentando-se no sofá, começou a procurar o nome de Amy.
Amy...

Hayl, Amy (16 anos)
Sala 028.

Abaixo dos dados, encontravam-se o endereço antigo e o número de telefone pessoal.
Não pensou duas vezes antes de tirar o telefone do bolso e ligar.


- Olá, eu gostaria de falar com a Amy.
- Sim.
- Eu sou uma amiga de Agatah, e soube que vocês duas eram bastante próximas.
- Sim, éramos. Por quê?
- Tenho algumas dúvidas que precisam ser tiradas, mas Agatah está no reformatório e pediu para que falasse com você.
- Mesmo? É impossível entrar em contato quando se está em um reformatório.
- Eu posso explicar isso, mas antes preciso me encontrar com você.
- Muito bem. Estou livre hoje à tarde.
- Está bem. Vou mandar uma mensagem para dar o horário e o local de encontro. Muito obrigada.


Sentada no mesmo banco de sempre, em frente à sua casa, Emilly aguardava a vinda de Amy. O encontro havia sido marcado às 14h00.
Paciente, Emilly via o tempo passar, até que às 14h53, Amy aparece e senta-se ao lado dela.


- Olá.
- Olá.
- Então você era a antiga amiga de Agatah?
- Sim, até você aparecer.
- Espero que...
- Não. Encontrei novas amigas também. Pode começar a perguntar.
- OK. Qual a relação de Agatah e Anna?
- Soube que as duas andaram juntas por um tempo. Mas depois Agatah se decepcionou e afastou. Não sei ao certo o que aconteceu.
- Nada?
- Coisas entre garotas! Ela não me contou. Parece que a briga ficou apenas entre elas.
- Entendo. Conhece mais alguém que possa ter feito mal à Anna?
- Está me interrogando? Parece que você está tentado bancar a detetive e descobrir quem matou Anna.
- Sendo amiga de Agatah, tentaria no mínimo provar sua inocência. Sugiro que faça o mesmo.
- Não me aproximo de Agatah faz quase dois anos! E mesmo que ainda fosse amiga dela, não poderia ajudá-la. Disse que não sei sobre Anna.
- Anna sempre tentou me atingir. Por quê?
- Chega! Eu não quero perder tempo com isso. Me desculpe, mesmo.

Amy levantou-se e caminhou longe de Emilly.





Emilly não decepcionou-se com a falta de colaboração de Amy. Ignorando suas atitudes, tirou o celular do bolso e discou um número.

- Elliot? Preciso da ajuda daquele amigo seu.
- Qual? O hacker?
- Preciso que você peça à ele para que invada o celular de Amy Hayl. Vou dar-lhe o número por mensagem. Quero saber com quem ela esteve falando essa semana, inclusive mensagens. Obrigada.
- Vou pedir à ele. Hoje à noite levo os resultados.

Assim que o sol se pôs, Emilly atendeu a porta. Elliot entrou, com uma folha em mãos e um largo sorriso no rosto.


- O que descobriu?
- Pedi para que invadisse o celular da Amy. Ela era bastante cautelosa e parece que quase não usava o celular. Encontrei apenas algumas ligações feitas essa semana, todas para esse número.

Elliot desdobrou a folha de papel e entregou-a à Emilly. Ao abri-la, fez uma cara de espanto. As palavras não saiam de sua boca.

- Esse é... O número de Agatah. - falou com dificuldade.
- É o que parece. Ele rastreou o sinal desse mesmo número, que vinha do reformatório. Achei estranho, então pedi para que invadisse o telefone dono dele.
- E então?
- Olhe na folha. Parece que Agatah só conversou com Amy. Porém, ainda há mais um fato curioso. Nessa semana, Agatah recebeu mais de vinte ligações desse número. - apontou para um número escondido no final da folha - Todas essas chamadas foram rejeitadas.

Emilly parou e pensou um pouco. Naquele momento, não conseguiu pensar em nada além de planos fora de cogitação.

- Obrigada, Elliot. Vou tentar encontrar uma ligação. Desculpe te incomodar.
- Por nada.

Elliot levantou-se da cama e foi embora. Emilly notou que ele não havia tentado reatar o namoro dessa vez. Finalmente, ele estava se desapegando.

Com a cabeça ainda dolorida, tentou encontrar alguma ideia plausível para encontrar mais informações. Emilly tinha entrado em um caminho sem volta para provar a inocência de Agatah, e não planejava desistir.

Pegou o telefone que estava na mesa de canto ao lado da cama e ligou para o número que fora rejeitado por Emilly.

O telefone chamava durante longos minutos, porém ninguém atendia. Na quarta tentativa, a ligação foi atendida.

-Alô? - Emilly dizia com a voz trêmula.

Sem responder qualquer coisa, a pessoa do outro lado da linha desligou.

Assustada, deitou-se na cama, com a folha em mãos e tentou estudar o caso. Amy ligou para Agatah 8 vezes nessa semana. A ligação mais recente foi feita ontem à noite. Agatah usa o celular no reformatório, e rejeitou a ligação desse número que não conheço. Preciso descobrir quem é o dono desse número.

Emilly ficou a noite toda com as mesmas coisas girando pela cabeça. Precisava descobrir de quem era o número. Mas naquele momento, o sono falou mais alto e Emilly começou a dormir.


Ao acordar, ouviu sons abafados na sala de estar de sua casa. Desceu as escadas e foi até lá para descobrir o que estava acontecendo.
O detetive estava sentado no sofá ao lado de sua mãe, conversando baixo. Ambos pareciam estar insatisfeitos.

- Olá, filha. Parece que o detetive sentiu saudades de você e veio falar conosco novamente. - dizia ironicamente, com os dentes cerrados, aparentemente nervosa.
- Emilly!
- Olá, detetive.

- Vou deixar os dois sozinhos.
A mãe de Emilly se levanta e caminha até a cozinha, Emilly sentou-se ao lado do detetive, perguntando qual o verdadeiro motivo de estar ali.

- Fomos informados de que, ao seu pedido, o celular de Amy Hayl foi invadido.
- Detetive, eu...
- Você invadiu a privacidade de uma garota. Sabia que isso é crime? Terão que pagar uma multa e indenizar a pobre garota. Além disso, terá que dar fim à todos os dados que conseguiu. 
- Eu peguei apenas o log de chamadas.
- Isso não deixa de ser invasão. Da próxima vez, terei de confiscar seu celular, além de levá-la à justiça.
- Não farei novamente, senhor detetive.

O detetive levantou-se do sofá e abriu as portas da casa de Emilly.
Assim que viu o detetive sair, pegou o celular e tentou ligar para Elliot e reclamar. Porém, ao desbloquear a tela do celular, teve uma supresa.


Seu celular exibia uma única mensagem: "Sem sinal, vadia".
Nenhuma tecla funcionava, e o celular não obedecia mais nenhum comando de Emilly.

Parada no meio da sala, Emilly sentiu seu corpo todo tremer. Até em que ponto me envolvi?
Vendo como única opção, abriu o celular e removeu a bateria. Depois de segundos, a inseriu novamente e ligou o celular.


" Não parece bom invadir o celular dos outros? Veja por si mesma."
A mensagem em branco sobre a tela preta foi uma ameaça clara para Emilly. Após segundos, seu celular retomou o sistema e passou a funcionar novamente.






Aproveitando do único momento de liberdade oferecida no reformatório, Agatah caminhava pelo pequeno bosque próximo. Estava sozinha, e usava aquele momento para refletir sobre tudo que já fez.


Suas reflexões foram bruscamente interrompidas pelo celular indiscreto dentro do bolso da calça.
- Alô.
- Agatah, já chega! Nesse momento, ela já deve saber de tudo.
- Do que está falando? Eu pedi para que você cuidasse dela!
- Não adiantou. Emilly fez de tudo para salvar você, Agatah. Ela merece a verdade. Vá até ela e conte tudo! Se ela realmente souber do que desconfio, ela pode estar correndo perigo. Salve-a!

Agatah desligou o telefone. Ela não tinha mais escolhas.


Já era noite novamente, e Emilly estava em seu quarto. Sua mãe saíra novamente como todas as noites para trabalhar.
Com o telefone em mãos, tentou ligar para aquele mesmo número e fazê-lo atender.


A ligação foi feita.

Sentindo uma sensação estranha, Emilly deixou o celular efetuar a chamada e não pretendia desistir até o dono do celular atender.
Na segunda tentativa, ouviu um ruído atrás dela.
O som que ouvia na verdade era o toque de um telefone.


O toque de telefone começou a aumentar, até que escuta um barulho estranho atrás de si.
A porta havia sido aberta, e Emilly agora estava sozinha no quarto com o homem da capa preta. Tentou gritar, mas o garoto mostrou a faca guardada em seu bolso. Só restava ficar em silêncio e esperar.


Sem muito tempo para pensar, Emilly se levanta e resolve virar o jogo.

- Quer me matar? Então mate-me! Esperou tanto tempo para me matar, não é mesmo? Então acabe com isso logo! Mas dessa vez, não haverá ninguém para cair em seus jogos e torturas. Vai acusar quem? Minha mãe? Não estamos em um baile! Não tem ninguém em casa, e vai ser o segundo assassinato de uma jovem inocente. O caso ganhará repercussão e você vai ser preso quando menos esperar. Você ainda quer me matar? Então vá em frente.

As palavras saiam da boca de Emilly enquanto toda sua raiva era expressada.

O homem na capa abriu sua boca.

- Eu não quero machucá-la. - disse, depois de inspirar longamente o ar.
- Quem é você? Por que fez tudo isso?
- Não sou quem você pensa. - a voz soava doce demais para um assassino.

- Prove! Tire a capa e a máscara. AGORA! - Emilly ordenava com uma coragem espantosa.

O homem levantou os braços e começou a tirar a capa que cobria sua cabeça. O longo pano preto caiu no chão e ele tirou-a completamente. Depois, levou as mãos no rosto e tirou a mascara.
Naquele momento, Emilly cerrava os olhos, tentando identifica-lo, mas ninguém veio à sua cabeça.

- Quem é você?
- Meu nome é Peter. Sou o ex-namorado de Agatah.


Emilly deixou escapar uma risada.

- Vou ligar para a polícia. Agatah nunca teve namorado.

Peter agarrou o braço de Emilly e implorou para que deixasse o telefone de lado.

- Dê-me tempo para explicar.
- Agatah é minha melhor amiga! Ela me conta cada detalhe de sua vida. Como não me contaria que tivera um namorado?
- Por favor, deixe-me explicar!

Um barulho na porta do quarto foi ouvido. Assustado, Peter soltou o braço de Emilly. Ao olharem para a porta, viram alguém que nunca esperavam que pudesse aparecer.


- Você não tem que explicar nada! Já chega, Peter.

- Agatah? - Emilly ficou atordoada ao vê-la chegar.

Empurrou Peter e correu para abraçar Emilly.

- Querida, me desculpe mesmo! Eu precisava ter lhe contado tudo antes. Passei grande parte da minha vida tentando esconder algumas coisas vergonhosas que fiz. Estava com a certeza de que poderia ter evitado muita coisa, mas esconder minha vida só fez piorar tudo.
- Do que está falando, Agatah?
- Emilly... Peter é meu namorado.

A frase ficou pairando no ar. Pelo menos para Emilly, a revelação havia sido chocante. Agatah teve um namorado! 
Muitas informações passaram pela cabeça de Emilly naquele momento, e ela não podia dizer à si mesma se ficara feliz ou triste com a notícia. Sempre quisera que Agatah encontrasse alguém, e isso sempre deixava-a estressada. Mas agora, tudo fazia sentido.

- Você nunca quis um namorado porque na verdade já tinha um.
- Sim, Emilly. Mas as coisas não são tão simples.
- E como sempre, vamos nos sentar e conversar. Quero que me conte tudo, Agatah.

Amy acabara de chegar no quarto. Ao ver Agatah, Emilly e Peter reunidos, pareceu aliviar-se.

- Perdi alguma coisa?
- Vadia! - Emilly apontou o dedo.
- Emilly? O que eu fiz?
- Você escondeu muita coisa de mim. Você sabia que ela namorava.
- Calma aí, garota! Eu guardei o segredo porque Agatah pediu. Conversávamos todos os dias por telefone.


Emilly abaixou a cabeça, concordando que sua atitude precipitada havia sido errada.

- Desculpe. Estou muito nervosa com tudo isso.
- Eu entendo. Muitas vezes eu perdi a paciência com Agatah e seus segredos. 
- Sente-se.


Todos haviam se sentado. Emilly iniciou a conversa.

- Peter? Você matou Anna?
- Não.
- Pode falar pra gente, Peter. Não vamos denunciar você.
- Definitivamente não fui eu. Aconteceram muitas coisas naquela noite. De certa maneira, estive envolvido. Porém, não matei-a.
- Se não foi você...

- Gente! - Amy chamou a atenção. - Vamos desde o início. Agatah deve começar a contar tudo que escondeu.
- Ok. - concordou Agatah.

- Meus segredos começam quando encontrei Anna, há alguns anos. Era o meu primeiro baile e todos tinham um par. Anna me ofereceu um, em troca de um favor. O favor era conseguir uma informação simples. Ao conseguir a informação, ela me apresentou Peter. No baile, conversamos e nos aproximamos muito. Ao começarmos a namorar, passei a ter popularidade, e muita gente na escola me conhecia. Daí, apareceu a garota nova. Emilly! Então, Anna aproveitou meu amor por Peter e começou a ameaçar-nos. Para acabar com aquilo, precisei fazer uma coisa muito simples: aproximar-me de Emilly e fazer com que nos tornemos melhores amigas.

Emilly começou a se assustar com a história.

- Porém, vi que Emilly era uma garota especial e não merecia aquilo. Ao tornar-me melhor amiga, quebrei meu acordo com Anna, deixando bem claro de que não faria exatamente nada que me pedisse, pois Emilly não merecia sofrer, independentemente dos planos de Anna. Nisso, ela se vingou, armando contra Peter e fazendo-o ser expulso. Semanas depois, ninguém se lembrava de quem ele era. A partir daí, passei a proteger a única pessoa que me importava: Emilly. - olhando agora para Emilly, Agatah tentou se desculpar. - Por favor, Em. Me perdoe.

- Não importa a forma que nos conhecemos, Agatah. Você foi uma grande amiga e continuará sendo. Eu desculpo você por isso.

- Eu me arrependi amargamente de ter feito tudo isso. Então, escondi isso de todos. Porém, algumas semanas antes do baile em que Anna foi morta, Peter voltou a me procurar. Reatamos o namoro, mas tínhamos que manter tudo escondido. Na noite do baile, o rosto que encontrei dentro daquela capa foi de Peter. Com isso, desmaiei.

- Ok! - disse Amy. - Agora é minha vez de contar o que sei. Na época em que Anna ''governava'' a escola, eu era a única imune aos ataques dela. Isso, porque eu sabia de algo que poucos sabiam: Ela era amante de Elliot. Entretanto, o amor não era a verdadeira razão para mantê-los juntos. Anna queria ferir Emilly, porque na verdade, não conseguia aceitar o fato de que gostava dela.

- O quê? Anna gostava de mim? - Emilly ficou atônita.
- Sim! E esse era o segredo que ela tanto evitava.

- Ótimo. Agora soube que a vadia que roubou meu namorado na verdade sentia atração por mim! Estou sem palavras.

- Ainda não sabemos nada sobre aquela noite. Peter, conte-nos o que você sabe.

- Tudo bem. - começou Peter.

Um estrondo foi ouvido abaixo do chão do quarto. Todos pararam de falar e desceram as escadas para ver o que estava acontecendo.


Havia um incêndio na casa. A cozinha estava em chamas e, aparentemente, o alarme havia sido desativado.

Infelizmente, Agatah foi a última a descer as escadas. O fogo havia aderido à madeira da escada e, tristemente, passou a queimar a perna de Agatah, enquanto os outros ficaram observando, assustados.

Peter arriscou-se no fogo tirando Agatah de lá, enquanto Emilly e Amy buscavam ajuda.

Estavam finalmente próximos de resolver o mistério do verdadeiro assassino de Anna e inocentar Agatah. Porém, se ela morresse, a investigação não teria mais sentido.



***




Peter, Emilly e Amy formavam um círculo ao redor de Agatah, que agora estava deitada no chão da sala, longe das chamas vindas da cozinha.

Chorando, Emilly tocou o pulso de Agatah e sentiu um pequeno movimento. Agora, com o rosto próximo ao dela, pôde sentir sua respiração. Levantando-se animada, Emilly anuncia.

- Gente! Agatah ainda está respirando.

As lágrimas escorriam nos rostos agora animados com a notícia.


- Pessoal... Eu ainda estou viva. - Agatah fez esforço para falar, enquanto abria os olhos.






Depois de uma equipe de bombeiros invadir a casa e tentar domar o incêndio, Agatah finalmente recebe atenção. Suas queimaduras foram leves, e o desmaio havia sido pela tensão. Um dos bombeiros achou que seria melhor levá-la ao hospital, porém todos negaram, insistindo que ela teria melhor recuperação dentro de casa.
Amy, Peter e Emilly estavam cercando a cama onde Agatah descansava, esperando por algum sinal de melhora. Enquanto isso, a mãe de Emilly conversava seriamente com o detetive, mais uma vez atraído pelos problemas na casa.


 - Senhora, não é a primeira vez que sou chamado pelos problemas na sua casa. Será que não fomos claros o suficiente?
- Quer que eu faça o quê? - a mãe de Emilly estava assustada - Foi um incêndio acidental! Minha filha nunca incendiaria a casa. Não tem motivo algum para isso.
- Não me refiro ao incêndio. Agatah Clairewood, que estava no reformatório por um suposto assassinato agora está deitada na cama de sua filha, recuperando de uma queimadura. Como ela chegou aqui?
- Não faço a mínima ideia, mas posso dar a certeza de que minha filha não tem culpa. Ela não pode controlar as atitudes da amiga. Além disso, creio que Agatah não seja uma assassina.
- Vamos levá-la ao hospital para recuperação, e logo depois, ela retornará ao reformatório.

Sra. Michael respirou longamente. Sua paciência havia atingido um limite.

- Detetive, você é realmente o responsável pelo caso? O ocorrido foi um incêndio, e não vejo motivo algum por estar aqui. Agatah já passou por muita tensão, e agora está desmaiada com queimaduras na perna. É obvio que um reformatório não é o melhor lugar para se recuperar, não é mesmo? E se, ainda for o responsável pelo caso de Anna, gostaria de dizer que fora muito incompetente, acusando uma garota sem qualquer culpa. Gostaria de saber qual a ligação dela com a morte.

O detetive havia ficado sem palavras.

- Senhora, Agatah ainda não foi para a prisão. Isso significa que o caso não foi encerrado.
- Ela não foi à prisão, mas vive em um reformatório, acusada de um crime que não cometeu. Ela simplesmente precisou fugir para ver uma antiga amiga, justamente porque sua irresponsabilidade com o caso a trancou em um lugar em que ela não merecia. Se quiser me multar por desacato, vá em frente.

Mais uma vez, a mãe de Emilly havia deixado-o sem palavras. Deu meia volta e entrou na viatura, observando Sra. Michael de braços cruzados apreciando sua ida.

                                       



A notícia de que Agatah poderia ficar na cidade por mais três dias havia agradado a casa. Sob restrições, ela deveria ficar apenas dentro da casa dos Michael e, caso vista na rua, seria levada imediatamente para o reformatório.

Peter ainda parecia apreensivo e não deixava Agatah longe por nenhum segundo.

- Peter. - Amy disse em tom baixo - Acho melhor começar a contar sua versão da história. Precisamos saber, quando mais cedo possível, a identidade do homem de capa preta.

- Desculpe, mas preciso que Agatah acorde. Ela quem precisa de mais explicações.
- Ok... Vamos esperar.

Agatah rosnou um pouco e girou pela cama.
- Não precisam esperar. Estou acordada.

                                     



Peter ainda estava em pé, enquanto Agatah fazia esforço para levantar-se sem tocar as queimaduras na perna.

- Pessoal... A história é um pouco complexa.
- Tentaremos entender, Peter.

- Quando fui obrigado a mudar de cidade, deixei Agatah sozinha. Não esperava que ela sentisse falta, pois ela era bonita, esperta, e encontraria algum outro garoto. Tentei viver minha vida ali, numa cidade vizinha, porém Agatah não saia da minha cabeça. Então comecei a visitar Agatah durante a noite, sempre que podia. Em uma certa semana, me hospedei em um hotel e me encontrei com ela durante todos os dias. Entretanto, aquilo não ia durar. Anna havia descoberto e ameaçou contar à mãe de Agatah sobre nossos encontros. Agatah havia ignorado, e então ela finalmente ameaçou mandar matar-nos. Obviamente, ficamos horrorizados. Anna havia chegado ao ponto de mandar matar alguém. Aquela sede de poder dela parecia não acabar. E então, resolvemos dar fim ao namoro. Ficamos tristes com isso, mas era o melhor. - Peter deu uma pausa - Mas certo dia, decidi que não poderia deixar que ela interferisse no nosso namoro. Resolvi permanecer encontrando Agatah, dessa vez usando uma capa preta na loja de fantasias. Agatah queria sentir segura e implorou para que eu esquecesse tudo aquilo, deixando-a viver sozinha. Até então, deixei a capa preta de lado, mas algo me fez usá-la novamente. Na noite do baile infame, recebi uma mensagem de número anônimo, alertando que Agatah estaria em perigo. A mensagem me deu algumas informações. -Peter tirou o celular do bolso e mostrou a mensagem.

" Peter, se quiser que Agatah viva, apareça no baile de hoje à noite. Use algum disfarce, pois ninguém pode reconhecer você. Vá até o segundo andar, no corredor do banheiro - use a porta dos fundos para entrar - e espere ali. As câmeras estarão desligadas e ninguém notará você. Apareça, Peter. Nós vamos matá-la se você não aparecer. "

- E então eu fui ao tal baile, usando a capa preta. Chegando no segundo andar, encontrei Anna morta, debruçada no chão. Tentei virá-la para ter certeza de que era ela. Foi então que Agatah chegou e me viu na capa preta e desmaiou. Você se assustou, pois achava que eu havia matado-a. - agora Peter olhava fixamente para Agatah - Mas na verdade, eu ainda não sei quem matou Anna.

- Entendi... - disse Emilly - Mas infelizmente, qualquer pessoa poderia ter matado Anna.

- Talvez não. - continuou Peter - Pergunte ao seu namorado, Elliot. Ele deve ter visto se alguém entrado no banheiro durante os preparativos do baile. Ele me contou que estava ajudando nos preparativos.

- Você e Elliot conversavam?
- Sim. Jogávamos no time da escola, Emilly. Saíamos juntos às vezes. Inclusive, foi para ele quem perguntei à que horas começava o baile.

- Ele não me contou que estava ajudando nos preparativos do baile. - Emilly agora estava séria e pensativa.

- Mesmo?
- Em uma de nossas conversas, ele disse que ficou impressionado com a decoração do baile. Falou também que só tinha ido ao salão de festas depois de mim. Definitivamente, ele não me falou que havia ajudado a preparar a festa. - Emilly começou a ligar os pontos. - Elliot nunca foi de atrasos, mas naquela noite ele havia chegado no baile depois de mim. Também nunca foi de ajudar em eventos... - cada palavra saia de sua boca como uma lâmina. Desesperada, Emilly tirou sua conclusão.

- Elliot matou Anna.


                                         
14:19 - Dois dias depois

A festa de aniversário de Emilly seria em algumas horas. Agatah já havia se recuperado das queimaduras e podia andar sem dificuldades.
Todos naquela tarde tinham um plano para dar fim ao sofrimento que foi viver com as ameaças de Anna e o homem de capa. Se tudo ocorresse como fora planejado, Elliot seria preso.


Como também havia sido cominado, usariam a mesma roupa do baile. A festa teria um significado mais que especial.


Amy, apesar de não ter sido afetada pelo homem de capa preta ou Anna, estava ansiosa para dar fim ao sofrimento da amiga.

- Só precisamos fazê-lo morder a isca. - começou Amy - Faça o que combinamos, Emilly. Sei que você é forte para isso.


Emilly pegou o celular e respirou fundo. Teclava os números com agilidade. Ao terminar, levou o telefone ao rosto e começou a falar.

- Alô? Elliot? Estou terminando com você e não me importa qual sua opinião sobre isso. Dane-se nosso acordo, dane-se você! E se reclamar, enterro você junto de sua ex-amante Anna. Beijos.

Emilly desligou o telefone, satisfeita. Ultimamente, adquiriu uma coragem inquestionável.
Naquele momento, só bastavam esperar o peixe Elliot morder a isca - como dizia Agatah.

                                     


Não conseguiam acreditar que tudo terminaria daquela maneira. Aqueles meses de sofrimento finalmente teriam fim, de uma forma tão simples e bem-planejada.


Na mesa do bar, Agatah, Emilly, Amy e Peter tomavam seus drinks, comemorando o aniversário com largos sorrisos.
Se tudo ocorresse como planejado, Elliot apareceria para a festa e tentaria atrair a atenção de Emilly.

- Ele chegou, Em. - sussurrou Agatah, discretamente.
- Está na hora. - Emilly transformou o sorriso em um rosto fechado. Estava tensa e receosa.

Pegou o copo de bebida e derrubou-o em si mesma.

- Ai, droga! Meu vestido!  - gritou Emilly.
- Em! Deixe de ser desastrada. - Agatah tentava parecer descontraída.
- Vou ao banheiro. Preciso limpar isso.


Mesmo não conseguindo ser discreta naquele momento, Emilly levantou-se e subiu as escadas até o banheiro. Como esperado, o corredor até o banheiro estava vazio. Respire, Emilly! Você consegue fazer isso. - repetia para si mesma, tentando criar coragem para não fugir dali.



Em menos de um minuto, Elliot apareceu no mesmo corredor e foi até Emilly. Como era de se esperar, ele havia mordido a isca e deixado a insistência manisfestar-se.

- Precisamos conversar. Nosso relacionamento não pode acabar assim, sem motivos.
- Saia, Elliot!
- Não até terminarmos essa conversa.
- Não quero ter conversa alguma. Nem sequer tivemos um relacionamento, e você sabe disso!
- Pode ter sido uma farsa para você, mas para mim foi mais que...

- Cale a boca! - o grito escapou por sua boca. Emilly estava eufórica e sentia o poder e controle correr pelas veias. A energia que sentia ali era revigorante para ela. - Eu já sei de tudo! TUDO!
- Do que está falando?
- Você matou Anna e acusou Agatah por isso. Você enviava aquelas malditas mensagens, invadiu meu celular, vestiu uma capa preta e ameaçou a vida de amigas minhas. Seja homem ao menos uma vez e assuma seus atos!
- Eu não fiz nada disso. E também não consigo acreditar que você está me acusando de algo tão absurdo.
- Não seja idiota. Você matou Anna. Tenho provas, e irei à polícia agora se não me contar quais suas verdadeiras intenções, Elliot.

- Quer mesmo saber, sua vaca? Não matei a Anna, pois ela era a pessoa que eu realmente amava. E eu confesso que usei aquela capa preta e ameacei todas vocês. E juro que faria tudo de novo. Vocês todas são animais desprezíveis que dedicaram o tempo para causar sofrimento à pobre Anna. Só estou retribuindo tudo o que fizeram.
- O que fizemos, Elliot? Diga! - Emilly não conseguiu segurar as lágrimas, e deixou que a gota escorresse pelo rosto.
- Vocês foram as responsáveis pela morte da Anna. Ela cometeu suicídio. Mas antes, precisava planejar cada detalhe. Anna era realmente esperta e pensou em tudo: Atraiu o idiota do namorado da Agatah naquela noite, desativou as câmeras, utilizou uma arma roubada, atirou em si mesma de forma em que parecesse assassinato... Ela fez tudo. Estive ao lado dela naquela noite para me despedir e garantir que os planos acontecessem corretamente. E agora, estou cumprindo seu último desejo: destruir por completo a vida de vocês.
- Ridículo. - Emilly ria - Você é realmente idiota! Um canalha, sem cérebro, ingênuo, influenciável e maleável. Seu amor por Anna nunca foi recíproco. Sabe por quê? Ela era gay, e usou você durante todos esses meses. Fez você acreditar em mais um de seus teatros inescrupulosos, forçando você à tomar atitudes em vão.
- Mentira! Isso é um ultraje. Anna me amava.

- Mesmo? Já se perguntou o verdadeiro motivo do ódio dela ser exclusivo à mim? Imagino que já tenha notado que Anna e eu não tivemos qualquer intimidade ou proximidade. Não faria mal à ela, a não ser é claro, que eu tenha partido o coração dela em demonstrar que não estive apaixonada,da forma em que ela esteve. Triste, não?!

- Emily, você não faz a mínima ideia do que está falando. A prejudicada, infelizmente, é você. Ficou os seus últimos meses tentando provar a inocência de sua amiga, e usou métodos fora da lei para conseguir isso. E adivinhe?! Eu tenho todas as gravações suas invadindo a escola, roubando arquivos. Tenho também registros de sua invasão no telefone de Amy, além de muitas coisas idiotas que você fez. Posso transformar e manipular qualquer prova, e quando isso acabar, você estará presa. Vingança completa, vadia.

- Não faria isso, Elliot. Eu também sei fazer gravações. Inclusive, nesse momento, estamos sendo gravados por Agatah, Peter e Amy, que estão ali do lado. - Emilly sorria e apontava com a cabeça seus amigos escondidos por trás de uma das paredes.


- Está tudo bem, Elliot? Não esperava por essa, né?! Então adivinhe: Há uma viatura de polícia bem ali fora. Temos também um detetive louco para ouvir essas gravações. Espero que tenha realmente valido a pena jogar toda sua vida no lixo por uma vaca que nem sequer te amou. - Amy estava praticamente apaixonada por aquele momento. 

                                     


Emilly sentia-se tão aliviada por saber que naquele momento Elliot estaria atrás das grades. Anna estava morta, e sua segurança parecia renascer. Finalmente, tornaria a atender telefonemas e adormecer em paz.
Aproveitando o fim de tarde, Emilly sentou-se próxima a janela da sala de jantar de sua casa e fez uma ligação para Agatah. A amiga retornaria em poucos dias para Willow Creeks, acompanhada de seu novo-velho namorado Peter.

Não poderia estar mais feliz. Após toda aquela tensão, aprendeu a valorizar cada momento simples de sua vida e usufruir da liberdade de viver sem um tormento como Elliot.

Daquele dia em diante, Emilly não seria mais a mesma.


                                          

E é com prazer que termino esse post sem utilizar a palavra ''continuar''. A história Oasis finalmente chegou ao fim. Espero que tenham gostado da história de minha autoria, e que tenham sempre a oportunidade de ler outras histórias no site. Agradeço aos leitores de Entertainment Sims , e peço para que continuem acessando para mais histórias. 

Leandro H. 

história terminada em:
03/03/15