The Plague - 1a temporada


ILHA DESCONHECIDA - 13:19


O oceano estava calmo e o sol estava forte. Um jato particular acabou de deixar dois agentes da OAAB (Organização Anti Armas Biológicas) em uma ilha desconhecida e não marcada no mapa. Era um lugar paradisíaco, porém podia esconder mais segredos do que se podia imaginar. Clawdeen e Michael estavam nervosos, e ao mesmo tempo, confiantes de que podiam evitar um pesadelo terrível.

A OAAB havia aberto as investigações há 3 meses, quando um animal modificado geneticamente atacou e devastou uma cidadezinha de 9 mil habitantes próxima à uma das áreas de pesquisa de Divascorp Inc. Foi confirmado, após a captura do animal, que havia sido injetado um parasita no corpo que gerou mutações.

Mesmo após o ''acidente'', Divascorp ficou imune aos ataques judiciais, pois não haviam provas suficientes para incriminar nenhum responsável. O caso foi encerrado e a empresa continuou a lucrar desenvolvendo curas para doenças.


- Esta é a casa dele? - pergunta Michael
- Uma das casas dele. Henry coleciona casas pelo mundo.
- Claro! Lucrando com a Divascorp...
- Entre e ache o cartão. Ele está viajando e, provavelmente não há ninguém lá. Dou cobertura aqui fora.

Entrou armado na casa de praia, enquanto Clawdeen observava atentamente ele caminhar pela casa através das grandes janelas de vidro. Saiu pela varanda, deu um sinal, e ela o seguiu pela região dos fundos da casa.

Michael havia conseguido o cartão de acesso, e além dele, encontrou a chave de um carro. O laboratório ficava em uma colina, e demorariam horas para que chegassem sem um.

Durante a ''viagem'', discutiam a história de Divascorp e seu dono. Henry criou a empresa e conseguiu enriquecer em poucos anos desenvolvendo curas para certas doenças, na maioria das vezes raras. O governo de muitos países faziam acordos com a empresa, e compravam por milhões, e muitas vezes bilhões, vacinas, remédios e aparelhos tecnológicos. Henry é muito egocêntrico e ambicioso. Dava pra notar até mesmo pelo nome da empresa.
Após alguns minutos, chegaram até a entrada do laboratório. Era imenso, e possuía sistemas de segurança rigorosos em todo lugar. O cartão de acesso, por sorte, desativou a maioria.



Entraram na recepção vazia. Os computadores estavam ligados e as luzes acesas. Michael utilizou o cartão de acesso para abrir o elevador. Haviam muitos andares, mas optou por ir ao subsolo.


Ao sair do elevador, encontrou um portão e entrou. O sistema de segurança estava desativado, e não requisitaram senha nos elevadores, o portão estava destrancado e tudo estava em suas mãos.



Chegaram a uma sala cheia de mesas e bancadas, com livros, cadernos, memorandos e caixas espalhadas.
Nada que interessava a OAAB.
Através dos vidros, era possível ver uma grande plataforma amarela, com um grande L.
L... Laboratório. Era um tipo de elevador.



Clawdeen entrou logo depois de Michael. A porta principal estava trancada.
- Tente o cartão de acesso...
- Aqui pede um microchip...
- Ótimo!


Eles se calaram por um tempo, mas um ruído quebrou o silêncio. Um alarme soou e as luzes do ambiente ficaram vermelhas. Assustados começaram a se chocarem contra o vidro, com a esperança de sair. Um, buraco foi aberto por baixo deles, e um objeto redondo saiu.




O objeto começou a liberar água em grandes quantidades. Sabiam que em poucos segundos o ambiente estaria cheio.

Clawdeen batia contra a parede de vidro desesperadamente, enquanto Michael perdia a esperança. A água chegou a cintura de Clawdeen, quando ela começou a se sentir fraca e desistiu, caindo no chão afogando-se na água.

O ruído do alarme parou.






7 ANOS DEPOIS...




A viagem era longa. Atravessar 8 estados em um dia era cansativo para qualquer um. Mas Jeremy sabia enfrentar isso. Já era tarde quando finalmente chegou a Red County. Era uma bela cidade... Limpa, desenvolvida, sem criminalidade, rica... E finalmente ganharia uma das filias de Divascorp. Ela ampliava cada vez mais. Agora era a vez de Jeremy se infiltrar, sem cometer erros. A OAAB não queria erros dessa vez.


A nova filial da Divascorp era enorme, assim como as outras. E mais uma vez, Henry demonstrava consumismo, ao comprar metade do aeroporto para viagens exclusivas da empresa.


Era período de troca de funcionários. e a recepção estava vazia. O sistema de segurança estava ativado ao máximo, e podiam ver as câmeras de segurança girando quando entrava alguém.


Uma jovem mulher em uma roupa simples e confortável, com cabelos curtos e ruivos sentou-se na cadeira e me atendeu.
- Olá senhor. Posso ajudá-lo?
- Meu nome é Jeremy Charles. Apresento-me para o novo cargo.
- Ah sim. Aguardávamos por você. Seu trabalho começa amanhã às 10:00. Não se atrase. O chefe é...
- Insuportável, imagino.


- Boa noite... - diz um homem que atravessa a porta do laboratório em roupas finas.
- Boa noite - respondem os dois.

Ficaram em silencio até ele sair. Assim que a porta se fecha, eles tornam a conversar.

- Aquele é...?
- Sim... Henry Houston, o presidente e proprietário de toda Divascorp - diz assustada
- Não acredito que falamos mal dele...
- Ele veio conferir como está a nova filial. Ficou aqui o dia todo. Aliás, está tarde. Meu turno acabou.
- Quer carona? Posso te levar até sua casa.
- Adoraria...

Os dois saem da empresa e vão até o carro de Jeremy.


Andam por cerca de 10 minutos em silencio.

- Pode me deixar aqui. Moro nesse apartamento. Se precisar de alguma coisa, Jeremy.
- Pode me chamar de Jay. Não gosto de Jeremy.
- Meu nome é Grace. Acho que não tem um apelido pra mim - diz rindo.
- Até amanha, Grace.




Jeremy continua andando pela cidade até chegar em sua nova casa, paga pela OAAB.



Se senta na poltrona e vê o noticiário, enquanto aguarda a ligação do diretor da OAAB. Já passava das 11h quando recebeu novas informações dele.

Ficou um pouco chocado pela conversa no telefone. Seu atual chefe foi afastado.
O novo diretor era mais rígido, e parecia mais dedicado a destruir os experimentos de Divascorp.

X




Assim que o ponteiro do relógio apontou 9:02, Jeremy passou pela porta às pressas.
-Chegou mais cedo?
-Sim. Quero deixar uma boa imagem na empresa.
-Ok... Sua sala é logo ali. - diz Grace
-E aquela sala é...?
-O laboratório. É uma área restrita. Você cuida da papelada. Bom trabalho!


Jeremy caminha pela sala do escritório, observando as mesas com MacBooks e revistas.
Mesa 21... Jeremy Chales (auxiliar de finanças)



Antes de se sentar, observou que um reflexo de luz batia na janela. Era Henry, em um Cadillac preto.


Jeremy correu discretamente até a porta e observou Henry passar pela porta do laboratório. Era um espécie de microchip inserido na fechadura. Droga! Ele trancou de novo!


Preciso daquele chip!

X


Saindo do elevador, Henry ainda caminhava com aquele ar de superioridade. Não deixava toda sua preocupação em relação aos seus grandes problemas passar pelo seu rosto.


Sentou-se na sua mesa, apertou duas teclas em seu computador e observou o sistema de segurança do prédio ser ativado.


Um longo bip soou confirmando sucesso na ativação do sistema, Tirou seu celular do bolso e, em 8 toques, fez sua ligação.
-Tudo pronto... Podem começar!

X



Grace, Jeremy e todos os funcionários se levantaram para o horário de almoço. Eram exatamente 13h.
- Jeremy! Jay! 
- Oi Grace.
-Você quer ir mesmo ao refeitório da empresa? Conheço um ótimo bistrô.
- Por que está me chamando pra almoçar fora?
- Você quer ou não?
- Quero.


Jeremy foi dirigindo, e Grace deu as informações do caminho.

-Achei que almoçar fora fosse a melhor maneira de começar a conhecer a cidade, Jay.
-Muito legal da sua parte. Obrigado.
- Pode virar à direita, é logo ali.


-Grace? Sei que a maioria das coisas naquela empresa são confidenciais, mas...
-Também tenho curiosidade em saber sobre ela. Minha melhor amiga trabalhou lá durante 3 anos. Era uma ótima funcionária... A morte dela foi um mistério, pois nem a polícia sabia ao certo o que aconteceu. Então, de repente, me convidam para cobrir o cargo dela. Eu não recusei.
-Como assim não sabem o que aconteceu?
-Bem... Ela estava de viagem e simplesmente não retornou. Não era uma viagem relacionada ao trabalho. Thammy era o nome dela... Thammy sempre foi extrapolada. Desta última vez, encontrou um namorado e viajou com ele para uma ilha, e desde então não foi encontrada.
-Que pena.
-E você? Como veio para essa empresa?
- Deixei um currículo nessa empresa há um bom tempo. Mas parecia que não estavam dispostos a me contratar,,, Então, quando abriram esta filial, me esforcei pra entrar.
-Ah, sim. Deve ser importante para você.
- É sim.
- Já são 13:42. Melhor voltarmos. Temos menos de 20 minutos.

X



Já era bem tarde. Em torno de 22:14, Henry saiu do laboratório.
- Senhores, tenho uma reunião em NYC daqui a duas horas e meu avião sai em 5 minutos. Espero que já estejam acabando o trabalho de vocês. Lembrem-se que o sistema de segurança é ativado as 23h. Boa noite.
- Boa noite,
- Boa noite, senhor.


- Ótimo, ele já foi embora.
- Você é louco? O que vai fazer?
- Quero entrar no laboratório! Você tem o microchip?
- Que microchip? Você perdeu o juízo? As câmeras estão gravando tudo! Se pegarem a gente...
- Não vão não!

Jeremy tirou seu iPhone do bolso e apontou para o teto. Tocou na tela do celular e ouviu a resposta. Câmeras desativadas por um intervalo de 5 horas.

- Como você fez isso?
- Isso é detalhe. Vamos logo?!
- Não faço ideia de como consigo um microchip... Não tenho acesso ao laboratório.
- Conhece alguém que tenha?
- Sim, mas ele já foi embora. Agora ele deve estar em um bar ...
- Vá até a casa dele e consiga o chip.
- Não temos tempo! A casa dele é do outro lado da cidade. Se eu tiver sorte, chegarei aqui 15 minutos antes do sistema ativar,
- É o suficiente! Vá... Eu fico aqui.
- OK. Espero que tenha mais currículos em outras empresas... Se formos descobertos, já sabe...

Jeremy se aproxima de Grace e dá um beijo suave em seus lábios e sussurra;

- Confio em você.

Sorrindo, Grace sai da recepção e pula no carro.
Não vou decepcioná-lo, Jay.



Assim que Grace chega ao apartamento, consegue abrir a janela do quarto e invadi-lo.
Naquela gaveta... Papéis, não! Pasta... Não... Na bolsa... Achei!


Em poucos minutos, Grace estava de volta.
Quando se deram por conta, já estavam dentro da área restrita.


ELEVADORES (S1 e S2,S3 e S4...A2 ao A10, A11 ao A18, A19...)

Qual escolhemos?

- São 5 elevadores. Em qual entramos?
-Vamos ao subsolo. Provavelmente são aqueles com S.
- OK.



Acesso negado:
POR FAVOR, DEIXEM CELULARES E OBJETOS METÁLICOS SOBRE A MESA.

Droga!

- Acho melhor obedecer. Se o alarme soar, seremos presos.
- OK.

Jeremy caminha até a primeira mesa e coloca seu celular. Estava um pouco chateado por não poder fotografar nada. Não achava que seria fácil, achava? - dizia sua consciência.

-Bem... Agora, escolha um andar.
-Vamos ao S3.

Jeremy toca no painel, selecionando a opção S3. As portas do elevador se fecharam lentamente, e o elevador começa a descer.
Em uma fração de segundos, o elevador para bruscamente. Grace olha para o painel.

ACESSO NEGADO. POR FAVOR, INSIRA SUA SENHA DE ACESSO.

O painel exibia os números de um à nove, com o espaço para uma senha de 4 dígitos.

- E agora?
- Tente a data de inauguração da filial aqui em Red County.
- Quando foi?
- Ainda nesse mês. Estamos em novembro. Tente 1114.

SENHA INCORRETA.
TENTATIVA 1 de 3

- Droga! Temos apenas três chances!
- Na verdade... Temos duas.
- Ótimo! O que acontece se errarmos?
- Conhecendo bem o sistema de segurança da empresa, ficaremos presos até alguém reiniciá-lo.

 Pense Jeremy! Você consegue!

- Acho que sei! Em um dos contratos, notei um alto investimento de capital em alguns fornecedores de produtos.
- Você acha que...
- Sim!
-Tente.

Jeremy levanta suas mãos trêmulas e digita no painel o número 0911.

ACESSO PERMITIDO

Ambos deixam escapar um longo suspiro de alívio. O elevador tornou a descer.
- Você não havia dito que sua amiga trabalhava aqui há 3 anos?
- Não exatamente aqui. Ela trabalhou para outra filial, próxima daqui. Ela viajava por alguns quilômetros de trem, e depois pegava o carro da empresa até chegar onde trabalhava.
- Ah sim.

A conversa é interrompida pela abertura das portas do elevador. 

- Está escuro. Não vejo nada.


Uma única luz fraca se acende próxima ao aviso de perigosidade tóxica.

- Não devíamos estar aqui. - Grace demonstra toda sua tensão.
- Está tudo bem.


- Que horror! - Jeremy grita, demonstrando pavor em relação a imagem que encontrou.
- O. Que. É. Isso? - diz pausadamente, boquiaberta.

Dentro de uma sala de vidro, com água bastante transparente, estava uma mulher com roupas rasgadas e a cara ensanguentada. Havia perdido cabelo e algumas partes do seu corpo estavam maiores.

- Vamos embora? Por favor!
- Acho melhor irmos mesmo.

Grace corre até o elevador e pressiona o botão. As portas não se abrem.

POR FAVOR, AGUARDE ATÉ OPERAÇÃO DO SISTEMA DE SEGURANÇA SER COMPLETADA. OBRIGADO PELA PACIÊNCIA.

Em caso de emergência, desative temporariamente o sistema de segurança através dos painéis de controle de emergência.

-Droga! Estamos presos.
- Vou tentar acessar pelo computador.

Na tela do MacBook, haviam alguns dados científicos, provavelmente sobre a mulher que estava em sua frente. Os experimentos feitos pela Divascorp definitivamente eram ilegais.
Jeremy, desesperado, executa comandos através do computador, até ouvir um aviso confirmando sua ação.

" O sistema de segurança foi desativado. "






Uma luz vermelha se acendeu e piscou duas vezes, acompanhada de um forte alarme que parecia incomodar até mesmo Grace que estava alguns passos atrás de Jeremy.



 E então, as luzes e o alarme cessaram. Porém, uma luz branca extremamente forte cegou Jeremy e Grace. Parece que o sistema de segurança é bastante rígido. Porém, Jeremy descobre que na verdade seus problemas haviam apenas começado.


- Jeremy... Temos problemas. - Grace aponta para a mulher, que havia saído de dentro da sala de vidro.


Um novo som atravessa a sala. Novamente, o alarme toca.

"Pedido de drenagem liberado. Em três minutos, a água tóxica será liberada. Por favor, retirem todos os funcionários da sala S3/L1. Retirem todos os equipamentos eletrônicos. Para sua segurança, o elevador foi restringido apenas aos cientistas e portadores do cartão de acesso."

- Não temos o cartão de acesso!
- Vamos morrer aqui.
- Não podemos! Temos que sair daqui e acabar de vez com a Divascorp! Essa empresa vai acabar com milhões de humanos inocentes se não conseguirmos. Vou subir as escadas... Teve ter algo lá em cima.




-Não temos muito tempo. Encontre o cartão ou alguma coisa. Qualquer coisa!
-Vou olhar dentro das gavetas e atrás do aviso na parede. Deve estar em algum lugar.

Insira o cartão de acesso ou sua senha.

-Achei! Achei! - estava tão eufórica que seu grito ecoou pelo laboratório inteiro

Jeremy pegou o cartão e inseriu. 



ACESSO PERMITIDO. ELEVADOR ATIVADO POR 0h45min.

Grace pegou Jeremy pelo braço e arrastou-o pela escada. A porta do elevador estava aberta. Grace entrou em disparada, enquando Jeremy caminhava em curtos passos, procurando por provas para incriminar DivasCorp.

- Jeremy! Vamos logo! - Grace estava pálida. Jeremy achou melhor entrar e acalmar Grace.


Infelizmente, não conseguiram as provas. Jeremy corria grandes riscos de perdeu seu emprego depois de invadir o laboratório. E provavelmente levaria Grace a demissão. Jeremy era apenas um dos homens da OAAB que falharam. Jeremy era mais um.



As portas do elevador se fecharam, enquanto as luzes vermelhas piscavam, acompanhadas do som da contagem regressiva.

3, 2, 1...

Um barulho estrondou pelo elevador. Os vidros se quebraram e toda a água foi liberada.
Realmente, seria um grande estrago. Mas naquele momento, só se preocupavam em sair da empresa sem perder a vida.


Toda aquela adrenalina e desespero resultaram em ações desesperadas. Quando o elevador chegou ao térreo, Grace e Jeremy ignoraram todas as medidas de segurança e atravessaram a porta sem qualquer cerimônia. Entraram no carro, e com bastante destreza, Jeremy tirou o carro da vaga onde estava e correu pelas ruas da cidade até finalmente chegarem em sua casa.

Chegaram em silêncio. Grace sentou-se no sofá ao lado de Jeremy, deu um longo suspiro e olhou para ele.

- É o fim. Vamos perder nossos empregos.
- Infelizmente, vamos.
- Não há nada que possamos fazer?
- Sinto muito.
- Acho melhor eu...
- Espere... Tenho uma ideia.

Jeremy olhou para Grace com um olhar bastante sombrio. Tinha uma ideia realmente absurda. Poderia salvar seus empregos, mas ainda poderia ser arriscado.

- Eu topo.

Os dois se levantam, prontos para fazer o trabalho mais complexo de suas vidas.

- Tem certeza?
- Tenho.

X



O grande empresário Henry estava sentado em uma poltrona vermelha em sua sala dentro da empresa. O escritório, situado no último andar do prédio, era todo revestido de vidro e dava uma visão panorâmica da cidade e da DivasCorp.
O som do elevador veio seguido do ruído das portas se abrindo, enquanto um homem entrava na sala.
Carl era um dos empregados do sistema de segurança da empresa, e exercia seu trabalho há quase 2 anos.
- Senhor, houve uma falha grave no sistema. Alguém conseguiu invadir e desativá-lo temporariamente, logo após apagar todos os arquivos de vídeo salvos pelas câmeras ontem a noite.
- Isso é inadmissível! Você não é o responsável pelo sistema? Como deixou isso acontecer?
- Senhor, temos um problema maior. A sala B341 foi invadida e totalmente destruída. O projeto já era.

Henry respirou fundo e levantou-se da poltrona. Tateou os bolsos de sua calça e retirou um objeto metálico enquanto se aproximava de Carl.


Com um movimento rápido e preciso, levantou a arma e atirou no peito do segurança.
O homem caiu no chão, com um grande buraco no tórax. Henry guardou a arma e pegou um telefone.
- Reparem todos os danos da sala B341 e reiniciem o projeto. Solicito um segurança na minha sala imediatamente.

X



Jeremy e Grace haviam chegado na empresa há poucos minutos. Ambos estavam nervosos com os danos da noite passada, e desejavam muito que o chefe não ficasse sabendo de nada.
- Será que apagamos tudo?
- Acho que sim, Grace. A OAAB nunca falha.
- Por que eles simplesmente não invadem o sistema da DivasCorp e coletam dados?
- Não é tão simples. Tivemos muita sorte em conseguir apagar os dados das câmeras antes que chegassem ao computador central. Caso chegasse, estaríamos presos.

Grace suspirou e pediu para que Jeremy voltasse ao trabalho. Depois de toda aquela noite exaustiva, teriam que agir naturalmente, para não gerar desconfiança.



Entrando na imensa sala cheia de computadores e mesas vazias, Jeremy dirigiu-se até sua cadeira, mas encontrou-a ocupada por ninguém menos que seu chefe.
- Sr. Henry?
- Olá, Jeremy. Não sei se foi informado, mas ontem a empresa sofreu um ataque em um dos projetos confidenciais. Temos conhecimento de que você e sua amiga Grace estiveram na empresa pouco antes do acidente.
- Não estamos envolvidos. - resumiu Jeremy.
- Claro que não. Estou apenas tentado perguntar se notaram algo estranho, alguém desautorizado entrando na empresa, coisas do tipo...
- Não vimos nada. Saímos em alguns minutos depois de você.
- Ah, sim. Muito obrigado, Jeremy.

O chefe levantou-se da cadeira e dirigiu-se até a porta.

X



Abaixo do subsolo, Henry caminhava por uma sala de temperatura baixa. Havia uma névoa cobrindo o chão do ambiente, o que dificultava bastante a visão.
O cientista largou o segurança baleado no chão e jogou-o em uma espécie de aquário, cheio de um líquido verde.
Henry apenas observava o homem descer lentamente pelo líquido até atingir o chão.


O segurança baleado agora estava na sala B341.

X



Henry caminhava pelas salas da empresa como se estivesse em um tour. Agora em uma sala branca muito bem iluminada, estava cercado por três,computadores da Dell e, em sua frente, haviam paredes de vidro que exibiam ambientes coloridos, cheios de líquido transparente.
No 2° ambiente, uma mulher com as roupas rasgadas estava em pé, aparentemente inconsciente.


- Qual o estágio dela, Louise?
- Ela está em 50% do processo. Nele, as células do corpo estão sendo reativadas...
- ... dando vida ao ser anteriormente morto. - completou Henry.
- Sim. No 3° estágio, ela recupera a consciência, porém permanece desacordada.
- Entendo. No 4° estágio ela receberia os componentes para readaptar ao ambiente desejado?
- Exatamente.
- Perfeito.

Enquanto ambos observavam a ex-espiã da OAAB ganhar a vida lentamente, um ser desconhecido batia forte no vidro por trás de Louise.
Henry se virou e analisou aquela espécie.
- Ela é...?
- Sim. Ela escapou com vida do projeto B341. Agora ela está em observação.
- Posso ver os dados dela?
- Claro. - disse Louise enquanto retira os papéis de dentro da gaveta.

''Projeto B-341:

O experimento B-341 tem como objetivo testar os limites do corpo humano e fazê-lo adaptar-se em todos os ambientes possíveis. A extensão do projeto (B-341a) resume-se em desenvolver a habilidade de viver em ambientes aquáticos. O primeiro teste foi executado com Mary Steele (32 anos). os resultados foram satisfatórios.

1- Esteve presa em líquido do projeto B-341a durante 92 dias.
2- Mudanças no corpo
     a)Nariz extremamente fino
     b)Olhos notavelmente maiores
     c)Mutações nas mãos e pés
     d)Perda de cabelo e sangue.
3- Força aprimorada.
4- Corpo consideravelmente mais pesado (precisa melhorar)
5- Não suporta alta temperatura, e o ambiente frio lhe agrada.''

Terminando de ler a folha, Henry deu um largo sorriso e saiu da sala.

- Isso é o avanço, Louise.

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Grace tivera um ataque de pânico ao ver o chefe passar acompanhado de 4 seguranças. Naquele momento, precisava disfarçar o medo, mas não conseguira.
Passando pela sala de Jeremy, Grace implorou para que ele acompanhasse-a até a calçada.


- O que está acontecendo, Grace?
- Estou com muito medo.
- Calma, mantenha calma. Vamos acabar com tudo isso ainda hoje, ok?
- Como assim? Do que está falando?

Jeremy colocou a mão no ombro de Grace e tornou a falar.

- Investigaremos detalhadamente a empresa hoje. Os funcionários da OAAB estão se esforçando muito para possibilitar nossa entrada. Vamos conseguir todas as senhas de acesso, enquanto todo sistema de segurança é desativado. Assim que isso tudo acabar, sairemos dessa cidade, voltamos para a OAAB e conseguiremos um novo emprego para você. A organização dará um fim em tudo!

Grace tentava compreender o que estava acontecendo. Com um longo suspiro, ela concorda.
- OK. Faremos isso. Eu conheço um ótimo lugar onde podemos nos esconder até as 23h.

X

Depois de atravessar alguns corredores, Grace e Jeremy entraram em uma sala de madeira bastante confortável.


- Esse é o salão de jogos da empresa. Os funcionários podem descansar aqui em seus respectivos intervalos. Está vendo aquela porta? - disse Grace apontando para o fundo da sala.
- Sim.
- Esconderemos lá. É ali que os funcionários guardavam seus objetos, como bolsas, casacos e outros. Mas agora essa sala é praticamente inútil, já que o uso de bolsas e outros pertences foram proibidos.


- Acho que tem bastante espaço - disse Jeremy observando, logo atrás de Grace.

X



Eram finalmente 23h. A maioria dos funcionários saiam pelas portas, animados para retornarem às suas casas,


Caminhando pelo corredor de elevadores, Jeremy e Grace praticamente saltitavam, prontos para acabar de vez com a empresa. Porém, um barulho em um dos elevadores fez com que toda a energia se dispersasse.
Louise saía de um dos elevadores e, assustada com a presença dos dois, começou a questionar.
- Vocês são autorizados?
- É... Sim... - as palavras travavam na boca de Jeremy.
- Tudo bem. Sei o que estão fazendo.

Louise riu

- Desejam explorar a empresa, mas não vão conseguir sem um cartão de acesso. Peguem o meu, se quiserem. - Louise estendeu a mão, entregando o cartão.

Grace estava surpresa com a atitude da cientista.

- Obrigada - murmurou.

X



Ao entrarem na sala principal do laboratório, Grace e Jeremy ficaram boquiabertos. A sala era realmente impressionante.


Mal entendiam o significado daquelas luzes, mas ainda tentavam decifrar e usá-las como prova. Naquela noite, foi liberado o uso de celular dentro dos elevadores, graças à OAAB.


Grace tirava algumas fotografias, enquanto Jeremy usava um dos computadores para descobrir o conteúdo e o significado de cada objeto daquele laboratório.
Jeremy executava vários comandos, na esperança de liberar acesso à todas informações. Porém, liberou acesso à outros conteúdos que não podia imaginar.
- Grace, saia desse lugar agora. - dizia.

Grace deu um salto e se aproximou de Jeremy, enquanto via um buraco abrir-se no chão e revelar uma escada.


Um ar gélido saia da nova área descoberta. Grace observava atentamente a mulher bater no vidro, enquanto Jeremy levantava da cadeira e se dirigia às escadas.


A temperatura no andar inferior era realmente muito baixa. Haviam dois computadores sobre as mesas do outro lado da sala.
Jeremy não hesitou em sentar-se e ativar todos os controles possíveis.

UTILIZE O CARTÃO DE ACESSO PARA DESTRAVAR.

Passou o cartão de acesso em um slot para cartão, e por fim, um ruído alto tomou conta da sala.


A porta havia sido aberta, e a mulher que estava no andar de cima agora caminhava pelo corredor de baixa temperatura.
Tentaram tirar várias fotos, mas a mulher se locomovia em alta velocidade.
Ao ver os dois, a mulher de cor azul destruiu os vidros por volta da sala, e logo depois, os computadores.



Os computadores explodiam enquanto a mulher perdia o controle, arrancando os fios e causando inúmeros curtos na sala. Jeremy e Grace conseguiram escapar pela escada.


O alarme tocava enquanto o fogo se replicava rapidamente e queimava as escadas de madeira. Ao entrar em contato com os produtos químicos dentro do laboratório, o fogo desencadeou uma grande explosão. As chamas devoravam Jeremy e Grace que, naquele momento, apenas sentiam a dor da pele sendo queimada. Não haviam mais chances.


E aquele fora o fim da vida de dois grandes heróis que tentaram salvar a vida de muitos inocentes.
Porém, não havia sido o suficiente para dar fim à grande DivasCorp.

X


CONTINUA