Agatah Clairewood entra na suntuosa mansão dos Michael. Empurra as grandes portas de madeira, na entrada da sala e entra com um largo sorriso.
''Boa tarde Sra. Michael''
''Oh, boa tarde Agatah. Emilly está em seu quarto.
Subiu as escadas e andou pelo corredor até o quarto de Emilly.
"Emilly! Sempre achei que você fosse melhor que isso."
"Agatah, estou ótima! Não estou nem aí para aquele garoto."
"Não é o que eu vejo. Levante dessa cama. Existe vida lá fora, sabia?" - diz Agatah, passando a mão pelas costas de Emilly, reconfortante.
Emilly se levanta e olha pela janela do quarto. Fecha as cortinas e corre até a porta do quarto, para trancá-la.
"É tudo culpa da Anna! Aquela v**ia ficou dando em cima dele novamente!"
"Quando vai parar de acusar a Anna por tudo que há de ruim na sua vida? Você sempre soube que Elliot é um safado. Além disso, ele é o jogador mais popular da escola" - respirou fundo e continuou - "Ciumenta da forma que é..."
"Então acha que é culpa minha?"
"Não! Muito pelo contrário. Você fez de tudo para manter esse relacionamento, porém ele não depende só de uma pessoa. Olhe para você... É maravilhosa."
Emilly abraça Agatah, e depois coloca a cabeça em seu colo, rindo alto.
"Só você mesma, Agatah. Só faltou dizer que ele não me merece" - diz dando gargalhadas.
"Ele não te merece" - diz Agatah rindo alto.
"Nossos vestidos ficaram prontos... O baile é amanhã!"
"Outro motivo para ficar solteira, querida!"
"Fiquei sabendo que o filho do prefeito vem para o baile desse ano. Ouvi dizer que ele está PER-FEI-TO! - diz, dando pausa em cada sílaba.
"Não sei se quero ir. Me sinto tão mal nesses ambientes. Estou com uma sensação ruim. Acho que não devemos.''
"Não seja idiota! Claro que devemos..."
"Está bem quente aqui. Vamos lá fora?"
As duas saem do quarto e vão para a varanda. Agatah se senta em um banco, enquanto Emilly usa o celular.
"Ele me mandou outra mensagem." - diz, triste.
"Deixe-me ver.''
"Já apaguei. Quero ele bem longe de mim."
"Você fez a coisa certa. Aliás, está ficando tarde e tenho lição para semana que vem."
"Até mais, Agatah. Tenha cuidado!""Fiquei sabendo que o filho do prefeito vem para o baile desse ano. Ouvi dizer que ele está PER-FEI-TO! - diz, dando pausa em cada sílaba.
"Não sei se quero ir. Me sinto tão mal nesses ambientes. Estou com uma sensação ruim. Acho que não devemos.''
"Não seja idiota! Claro que devemos..."
"Está bem quente aqui. Vamos lá fora?"
As duas saem do quarto e vão para a varanda. Agatah se senta em um banco, enquanto Emilly usa o celular.
"Ele me mandou outra mensagem." - diz, triste.
"Deixe-me ver.''
"Já apaguei. Quero ele bem longe de mim."
"Você fez a coisa certa. Aliás, está ficando tarde e tenho lição para semana que vem."
"Emilly, moro ali ao lado!''
Agatah segue a longa calçada que leva a sua casa. Emilly é sua vizinha, mas apesar disso, suas casas tem uma distancia considerável. Por viver em um condomínio fechado, as casas são bem separadas, e muitas vezes, são delimitadas por muros altos e árvores, como no caso dela. Apesar de se fingir corajosa, Agatah sempre sentiu medo de andar pelas ruas durante a noite. Por viver em Willow Creek, uma cidadezinha simples e pouco movimentada, seus pais nunca demonstraram preocupação com a segurança de sua filha.
Mesmo assim, Agatah sabia melhor do que ninguém que até mesmo as cidadezinhas como Willow Creek poderiam ser perigosas.
Em passos apressados, Agatah ficava cada vez mais próxima de sua casa. Desesperada ao notar ser seguida, correu, adentrando o jardim de uma das casas, até finalmente chegar ao seu quarto. Assim como necessário, ativou o alarme e trancou as portas. Deu uma ultima olhada pela janela, antes de fechar a cortina, e se deitou em sua cama, ofegante e assustada com a imagem de um homem de capuz preto. Detesto essa casa! - pensou, antes de cair no sono.
Eram 21h, e Emilly ainda estava atrás do biombo de seu quarto, colocando o vestido apertado que mandou fabricar. Agatah estava em frente ao espelho, usando uma maquiagem leve e simples, como sempre costuma usar.
"Ficou bom?" - diz Emilly ao sair do biombo.

"Está linda, Emilly."
"Você também. Mas com essa maquiagem não dá, né?"
Emilly pega sua maleta de maquiagem e, sem pedir permissão, começa a passar no rosto de Agatah, deixando-a extravagante.
"Por quê?"
"Por que o quê?"
"Você...Sempre querendo que eu seja... Escandalosa!"
"Não... Só quero que esteja linda."
Antes que Agatah protestasse, Emilly pegou-a pelo braço, apontando para o relógio. O baile começava as 19h, mas Emilly discordou e quis sair mais tarde.
Não foi realmente o que esperavam. O salão estava quase vazio, e o bar tinha apenas 5 pessoas.
"Realmente, Emilly, acho que estamos escandalosas demais para o evento. Esse baile está horrível!"
"É... na verdade, as pessoas saíram mais cedo. A maioria da cidade tem medo de uns caras que andam por aí matando... Que idiotas! Por que alguém viria à Willow Creek?" - disse ao apontar o dedo para o balcão, pedindo sua bebida.
"Caras? Assassinos? Por que não me falou nada?" - Agatah deixou transparecer sua raiva contra Emilly
"Calma! Olha só... Não corremos risco nenhum, ok? Meus pais vem nos buscar assim que o baile acabar. Além disso, não interessaríamos ninguém."
Emilly olha atentamente para sua amiga. Agatah não estava bem. Estava nervosa, inquieta, desesperada, apesar de tentar manter um sorriso no rosto. Sentou-se e começou a beber, enquanto Emilly virava os copos com rapidez, observando o garoto que acaba de chegar.
" Vá com calma, Emilly... Senão sairá daqui carregada."
"Eu quero sair daqui carregada..." - disse, bêbada, com uma voz rouca.
" Só me resta rir de você! " - responde, ao notar que Elliot havia chegado.
Sem medir esforços, sentou-se ao lado de Emilly, e começou a pedir desculpas. Tocou em sua mão, e olhou calorosamente em seus olhos. Emilly rejeitou, e lançou um olhar de raiva e desprezo.
"Vamos conversar lá fora. Temos que resolver nosso relacionamento. Será a última vez que tento."
"Realmente, quero voltar com você Emilly! Sei que o que fiz foi errado... Mas preciso de você ao meu lado."
Emilly sentiu seu coração partir novamente. Sentou-se no banco, respirou fundo e respondeu.
"Não quero voltar com você. Foi realmente um erro seu! Mas não sou mulher de dar segunda chance. Se quiser uma namorada, vá com a Anna! Aquela vaca vai ficar radiante ao seu lado."
"Sinceramente, não sei no que você se transformou. Devia ter pena da Anna. ela é apenas uma garota excluída e inocente."
"Inocente? Não acredito que disse inocente. Se você acha mesmo isso, reconheço então que namorei com uma anta! Agora me dê licença. Minha amiga está sozinha no bar."
Emilly se levanta e anda radiante até o bar. Porém Agatah não estava mais lá. Viu no balcão 3 copos de Martíni. Ela estava bêbada.
Agatah havia subido as escadas para ir ao banheiro. Sabia que duas bêbadas na noite não dariam certo. Fora até a pia lavar seu rosto e olhar o espelho. Mas ao sair, se depara com um homem de capuz preto. Dessa vez não estava sozinho.
Havia uma mulher caída no chão.
Acho que ela...Morreu!
Agatah acordou em sua cama, ainda vestida de azul do baile. Não se lembrava de nada da noite passada. A bebida, Emilly e Elliot, o homem na capa... E a mulher... Parecia um pesadelo. Apesar da dor de cabeça, levantou-se olhando para o relógio - 5:37 - , e com muito esforço, saiu da cama e se trocou.
Chegando na casa de Emilly, Agatah desabou no sofá. De cabeça abaixa, começou a conversar com Emilly. Parecia conversar com uma doente.
- Emilly? Está tudo bem?
- Não... Minha mãe quase me matou quando soube da bebida... Além disso, ela está preocupada com... Você sabe.
- Emilly! Você não está envolvida. Lembre-se de que eu encontrei-a morta. Eu vi o homem de capa preta.
- E eu estava com você no baile. Eu bebi 3 vezes mais que você... Eu estava...
- Você estava com Elliot.
As duas ficaram em silêncio, como se concordassem com o que haviam pensado. Não havia dúvida alguma: Agatah estava com o problema maior.
- Vamos manter a calma, Em.
- Agatah, vai dar tudo certo. Nós vamos à aula, e mais tarde daremos depoimento na polícia. Não há o que temer.
Casa da Emilly, 14:32
-Alô?
-Sra. Michael? Polícia de Willow Creeks.
-Pode falar.
-Gostaríamos de falar sobre sua filha, Emilly.
-Sim.
-A garota morta que Agatah encontrou se chama Anna. Anna Banks. Pelo que fomos informados, Anna e Emilly não se davam bem.
-Policial, minha filha não está envolvida. A garota foi encontrada por Agatah. Apenas. Por. Agatah - disse pausadamente.
-Sim. Mas nada impede sua filha de ter visitado o local no momento em que Anna foi morta. Vimos pela fita de segurança que sua filha saiu do salão do baile minutos antes dela ser encontrada morta. Na região externa, onde sua filha ficou, havia uma escada que dava acesso a sala do faxineiro, que por sua vez, dava acesso ao corredor dos banheiros. Nesse mesmo dia, as chaves de todas as portas desse corredor desapareceram, e as câmeras do bar foram desativadas, com exceção a do salão de bailes. Não temos como provar nada, mas precisamos ficar atentos a qualquer detalhe. Por isso, vamos precisar interrogar sua filha novamente.
-Vou falar com um advogado. Só tenho isso a declarar.
Jessica desliga o telefone. Estava com o coração batendo forte, preocupada com sua filha. Ela seria incapaz de machucar alguém. Seus pensamentos são interrompidos quando recebe uma mensagem em seu celular.
"Sra. Michael, sentimos muito pelo ocorrido. Mas mesmo assim, precisamos conversar novamente com sua filha. Estaremos enviando uma intimação para sua casa dentro de dez minutos. Como você deve imaginar, tem direito à um advogado. Porém, se sua filha realmente não está envolvida, não há com que se preocupar. Você tem 72 horas para trazer sua filha. Tenha uma boa tarde.
(09/12/14 - 14:48:12) Detetive Edward Salles, polícia de Willow Creeks."
Ao ler a mensagem, não consegue suportar a dor de passar por isso. Jessica Michael, pela primeira vez chora, o suficiente para borrar a maquiagem.
18:57
-Não importa o que façamos, Agatah... Nunca esqueceremos aquela noite.
-Na verdade, eu gostaria de lembrar. Lembrar o que aconteceu.
-Você não se lembra de nada? Até onde você se lembra?
-Me lembro... De ver você sair com Elliot. Logo depois, eu pedi um martíni, e depois outro... E outro.
-Você faz ideia do quanto bebeu? Achei que você tivesse mais juízo do que eu!
-Vai me repreender por isso agora? Já passo por problemas suficientes, não acha?
-Desculpe, não queria ofender... Continuando, você bebeu. E depois?
-E depois... Eu fui ao banheiro, subi as escadas, e então vi a mulher no chão. Ela estava caída, e eu toquei nela para ver o que tinha acontecido. Mas depois disso, o homem de capa me puxou. A última coisa que me lembro era a luva de couro preta.
-Já está frio... Vamos entrar?
Assim que passaram pela porta dos fundos, as garotas ouviram vozes abafadas vindas da sala. Agatah parecia bastante surpresa ao ver quem estava sentada junto aos Michael.
-Mãe?! O que veio fazer aqui?
-Oi filha! A Sra. Michael e eu estávamos conversando sobre...
-Eu sei... - completa.
Era uma manhã de sábado realmente agradável, mas não na casa de Agatah.
- Filha, estive pensando... Talvez seja melhor se você se afastasse de tudo isso. Estamos no final do ano. Logo você estará de férias. Pode ser melhor a gente tentar começar uma vida nova em outra cidade.
- Mãe! Minha vida é aqui. Não consigo imaginar viver em outro lugar,
- Claro. Eu entendo. Mas creio que você não gostaria de viver em um lugar onde suspeitam de você.
- Está me dizendo que...
- Filha, eu ouço o povo na rua. Eles dizem que você é louca, assassina... As pessoas dessa cidade não tem pena.
- E então quer me arrastar para outro lugar, como se isso fosse mudar alguma coisa? Eu... Eu... - Agatah não conseguia completar. - Eu vi uma pessoa morta. Eu encontrei um corpo!
- Você apenas encontrou. Não matou ninguém. Coloque isso na sua cabeça. Não tem que ficar se culpando. E, já é hora de abandonar tudo isso! Vamos nos mudar para outra cidade ainda esta semana! Você não tem escolha.
- Mãe, não sou uma criança. Sou capaz de tomar minhas decisões.
Agatah subiu as escadas em passos pesados. Ao entrar em seu quarto, trancou as portas e sentou-se na sua cama. Ficou parada, imóvel, tentando pensar no que fazer.
Sentiu o celular vibrar no bolso da sua calça.
Número desconhecido
- Você tem três dias para cair fora!
- Alô?
- Você me ouviu. Tem três dias para sair da cidade!
- Olha, não sei quem você é, e também não sei onde vê graça nessa brincadeira sem noção, mas... Não vou à lugar algum.
- Não é uma brincadeira. É bem real. Saia da cidade em 3 dias, ou o que aconteceu com a Anna vai parecer simples com o que vai acontecer com você.
O telefone foi desligado. A voz do outro lado era rouca. Não era uma voz real. Alguém estava alterando a voz para esconder a identidade.
Agatah parecia voltar aos seus pensamentos, até sentir o celular vibrar novamente.
Nova mensagem + anexo de imagem - Número desconhecido.
"Eu sei o que você fez. Lembre-se... 3 dias..."
A mensagem era uma ameaça. O homem na capa havia lhe enviado essa mensagem.
Agatah realmente não via outra opção.
Já havia anoitecido. Agatah havia saído novamente.
- Emilly! Preciso falar com você.
- Agatah!
- Emilly, eu vou...
- Fale Agatah! Está me deixando preocupada.
- Eu vou me mudar, Em!
- Você vai se mudar? Quando?
- Hoje... Daqui a pouco. Minha mãe e eu vamos de carro até a nova cidade. A mudança chega depois.
- Por quanto tempo? - lágrimas caem do rosto de Emilly.
- Eu não sei. - Agatah começa a chorar.
As duas ficaram em silêncio, enquanto as lágrimas caiam.
Por fim, Agatah se levanta.
- Tenho que ir... Vou realmente sentir sua falta.
As duas se abraçam, e mais uma vez, ficam em silêncio.
Depois de minutos que pareciam eternos, Emilly se solta.
- Boa viagem. Venha me visitar.
- Claro, Em. Claro.
A noite seria realmente muito longa. Naquele momento, Agatah estaria em um carro, mudando-se para uma cidade desconhecida. Uma cidade qualquer, para viver com gente qualquer. Já Emilly não conseguia dormir.
Levantou-se da sua cama e tirou um álbum empoeirado da estante e sentou-se na varanda.
- Como eramos felizes! - dizia pra si mesma, olhando as fotos do álbum. A mãe de Agatah sempre gostou de fotografias. No dia do aniversário de Emilly, recebeu o álbum como presente.
Enquanto observava cada foto, Em encontrou uma foto que a espantou.
- O homem de capa! Ele está na foto... Atrás de mim!
Ele é real. Agatah não mentiu... Agatah falava a verdade. Nunca desconfiei dela.
Por impulso, Emilly correu até a casa de Agatah, torcendo para que a mudança ainda não tenha chegado.
Abriu a mochila de Agatah e pegou a mesma foto que estava colada na última página de seu caderno.
Notou que a foto havia sido rabiscada, com X vermelho sobre o rosto de Agatah e o homem de capa circulado.
Pegou o telefone assim que chegou em casa. Mandou uma mensagem para Agatah, esperançosa.
Apague essa conversa... Apague!
Emilly seguiu as ordens e apagou a conversa.
Já no seu quarto, Emilly sentou-se e tirou seu celular do bolso. Mesmo após Agatah implorar por silêncio, Em ainda tentava provar a inocência das duas.
Com o teclado de seu celular aberto, Emilly digitou 3 números e fez a ligação.
- Polícia de Willow Creeks. Em que posso ajudar?
- Boa noite. Eu gostaria de falar com um detetive. É sobre o assassinato de Anna Banks.
- Vamos transferir sua ligação.
- Detetive Carrick.
- Olá, meu nome é Emilly, e tenho uma foto que pode ajudar vocês na resolução do caso.
- Pode trazê-la por favor? Ou prefere que mande um carro buscá-la?
- Eu mesma vou.
Emilly saiu de casa, guardou a foto em um bolso e colocou seus fones de ouvido. Saiu caminhando em passos calmos até a delegacia.
- Emilly?
- Sr. Carrick.
- Posso ver a foto?
- Claro.
Emilly tirou a foto do bolso, desdobrou uma única vez e entregou ao detetive.
- Bem... Você está tentando provar que Agatah não mentiu?
- Sim! O homem de capa realmente existe. E posso deduzir que vem atormentando Agatah desde muito tempo.
- Tem algo que possa confirmar isso?
- Ele tem comportado de forma estranha durante alguns meses. Estava um pouco paranoica e não queria muito sair de casa. Mas acho que a foto mostra o motivo.
Depois de dar um grande suspiro, o detetive sai em busca de um analista.
- Vamos verificar a autenticidade dessa foto. Se ela realmente for verdadeira, as acusações contra você e sua amiga serão retiradas imediatamente.
Ela não consegue conter a felicidade e dá um longo sorriso, enquanto fica sentada, esperando a volta do detetive.
Mas, por outro lado, Agatah estava triste em sua nova cidade. Diferente de Emilly, não conseguira abrir sorriso algum.
Em sua cama, Agatah teve uma vaga lembrança de seu passado. Algo em que desejava esquecer:
- Agatah?
- Peter! Estava com saudades!
- Eu também.
- Peter? Posso pedir um favor?
- Claro.
- Não se aproxime da Anna, OK? Ela quer lhe fazer mal. Ela me ameaçou.
- Não se preocupe Agatah. Ela não poderá me fazer mal. Nem à nós.
- Te amo Peter.
- Eu também.
Essa lembrança lhe fazia estremecer... Peter, Anna, tanta coisa!
Que ódio! Por que minha vida tinha que se complicar tanto?
- Emilly! Você acha que isso é uma brincadeira?
- Nunca! O que aconteceu?
- A imagem que você me entregou era falsa. Foi feita por um editor de imagens. O homem definitivamente não estava naquela foto!
- Como? Por que eu faria isso?
- Para livrar sua amiga e culpar alguém que você nem conhece. Não importa de onde veio aquela foto. Quero que você me dê informações concretas daquela noite. E acho bom você ter um bom álibi, porque depois da sua tentativa de livrar seu pescoço, vou ter que te colocar na lista de suspeitos novamente!
- Eu tenho um álibi. Você pode confirmar com ele. Meu namorado Elliot. Elliot Sparks.
- Vocês dois estavam namorando durante aquela noite?
- Sim... Ficamos juntos... Praticamente o baile todo.
- Isso muda totalmente a história. Vamos ligar para ele. Se ele confirmar... Você está livre.
7 dias depois...
- Filha... Tenho uma notícia um pouco ruim.
- Por favor mãe... Fala!
- Agatah foi julgada hoje. Foi considerada culpada pelo assassinato de Anna.
- Mãe? Como assim?! Não pode... - Emilly começa a chorar desesperadamente.
- Filha, acalme-se. Ela tem ótimos advogados. Além disso, ela pode ser solta do reformatório assim que provarem sua inocência ou encontrarem um outro suspeito importante.
- Eu quero ver ela.
- Não quero que fique se envolvendo. Foi bem difícil livrar sua culpa. E é melhor se arrumar, pois seu namorado vem te ver.
- Elliot?
- Você tem outro, filha? Claro que é ele.
Depois de alguns minutos a campainha toca e Elliot entra.
- Bom dia, Emilly.
- Até quando vamos fingir isso? Vai me obrigar até quando?
- Até quando achar suficiente.
- Isso é uma tortura!
- Emilly, eu menti pra polícia por você. Temos um acordo, lembra?
- Claro. Fingiríamos ter reatado o namoro no baile para provar que não estivemos na cena do crime naquela noite. Mas já provamos. Até quando? Preciso de uma data.
- Um mês.
- OK... Um mês, Elliot.
Emilly virou-se a sua esquerda e deu um beijo no rosto de Elliot e resmungou. - Namorado! Isso é idiota.
Desde o dia em que descobriu a infidelidade de Elliot, Emilly passou a sentir repulsa em relação a ele. Não conseguia acreditar que vira de perto ele beijando Anna. Entretanto, fora obrigada a retomar o relacionamento para fingir um álibi e escapar da desconfiança da polícia.
- Elliot? Quero que me conte do que se lembra da noite do baile.
- Eu me lembro de ter chegado e sentado ao seu lado. Pedi uma bebida e chamei-a para que fossemos conversar lá fora. Depois da nossa discussão você entrou no bar. Eu entrei logo em seguida, mas você e Agatah haviam saído. Fiquei esperando na cadeira do bar até a polícia chegar e exigir que todos saíssem.
- Obrigada, Elliot. Eu bebi demais e, com o choque, me esqueci de absolutamente tudo.
O telefone de Emilly começou a tocar. Número desconhecido. Levantando-se, Emilly atendeu o telefone.
- Emilly? - a voz do outro lado era rouca e alterada para esconder a identidade.
- Sim. Quem é?
- Olá Emilly. Existe uma parte da história que você ainda não sabe.
- Quem é você? Do que está falando? - Emilly abaixou o tom de voz, temendo que Elliot ouça.
- Existe uma parte da história que você ainda não sabe.
A ligação foi encerrada. Emilly abaixou o telefone, ainda trêmula e pálida. Sentou-se ao lado de Elliot e deu um sorriso forçado para amenizar a situação.
- Quem era?
- Foi engano.
- Mesmo? Você parece assustada.
- Imaginação sua. - tentou parecer calma. - Elliot... Já está escurecendo. Acho melhor ir embora.
- Também acho. - Elliot se levantou e beijou o rosto de Emilly. - Até amanhã, amor.
Elliot parecia ainda mais irritante quando tentava agradar. Mesmo na época em que viviam em paz, Emilly achava que ele era melhor quando em silêncio.
- Até amanhã, Elliot. - reforçou o nome Elliot. Não sou seu amor!
Emilly acompanhou-o até a porta, e depois se dirigiu ao jardim para conversar com sua mãe. Na porta da frente, estava um pacote fechado vindo de uma loja.
- Mãe. Chegou uma encomenda para você.
- Ah, sim. Eu quem esqueci lá. É a sua fantasia para amanhã.
- Amanhã?
- Sim, querida. A festa beneficente amanhã exige o uso de fantasia. Esqueceu?
Emilly estava tão desatenta ultimamente que havia realmente se esquecido da festa. Há alguns meses atrás, estaria eufórica, procurando roupas em todas as lojas. Mas dessa vez, preferiu deixar que sua mãe se encarregasse de encomendar uma.
- Não. Não me esqueci. Apenas achei que tivesse chegado.
- Vá experimentá-la! Depois conte-me o que achou dela. - sua mãe parecia feliz.
A mãe de Emilly era uma ótima anfitriã, e tinha a habilidade de organizar boas festas. A festa que haveria no dia seguinte seria bem casual, apenas para ajudar a escola fundamental da cidade. Só familiares e amigos íntimos, além de alguns professores compareceriam para festejar e assinar alguns cheques para reforma.
Longe do clima de festa, Agatah estava sentada na cadeira da biblioteca do reformatório.
Olhando para a janela escura na sua frente, começou a lembrar alguns momentos de sua vida. Seu sentimento de culpa, junto ao amor e ódio misturavam em sua cabeça, fazendo-a chorar e sorrir ao mesmo tempo.
- Esse lugar é lindo!
- Imaginei que fosse gostar, Agatah.
- E acertou, Peter! Eu amei!
- Que bom que gostou. É o meu lugar favorito. Sempre que quero escapar dos meus problemas, das minhas preocupações, venho aqui e fico observado o lago. Isso me deixa muito calmo.
- Você está passando por algum problema? Quer me contar?
- Não. São coisas simples, de família. Não quero chateá-la com isso.
- Sou sua namorada, Peter. Pode me contar sempre que quiser.
- Gostei do jeito que disse que é minha namorada. - Peter beija os lábios de Agatah.
- Também gosto do jeito que me trata. Amo você!
Agatah e Peter permanecem sentados, abraçados até o fim da tarde.
Quando começa a escurecer, Peter se despede.
Quando ele desaparece no meio do parque, Anna surge para exigir um favor de Agatah.
- Detesto interromper, mas... Se quiser manter ele do seu lado por mais tempo, terá que fazer sua parte do acordo. Eu entreguei a você o Peter, da forma mais fácil. Agora preciso que você faça o que eu pedi.
- Anna, não posso fazer isso.
- Agatah, isso não foi um pedido. Vá até Emilly e consiga o que eu te pedi.
Agatah se levanta do banco e caminha até a saída do parque. Farei o que ela pedir.
Caminhando na praia com passos curtos e calmos, Agatah senta-se ao lado de uma garota loira.
- Posso me sentar aqui?
- Claro.
Emilly se aproxima de Agatah e começa a conversar.
Agatah se livra de todos aqueles pensamentos e se levanta da cadeira, mostrando-se determinada. Já chega. Não quero viver em uma mentira!
Caminhando pelo corredor, abre a porta do seu quarto e abre sua mala. Hora de acabar com isso!

Emilly se via obrigada a participar daquela festa tediosa. Para ela, não havia nada interessante para fazer. Elliot estava ao seu lado, exibindo a tatuagem falsa que compunha sua fantasia.
Como ele é ridículo!
Estava desconfortável dentro do capacete de astronauta que sua mãe havia comprado. Naquele momento, Emilly arrependeu-se amargamente de ter deixado que sua mãe fizesse a escolha.
Olhava para todos os lados, procurando uma distração. Precisava livrar-se do tédio que era estar ao lado de Elliot e professores.
Pediu licença e foi até a mesa do bar, pedir uma bebida.
- Emilly, pegue leve com as bebidas. - alertou sua mãe.
- Uma taça de néctar de morango, por favor. - fez o pedido - Não se preocupe, mãe. Não quero bebida alcoólica.
A mãe de Emilly saiu do gazebo, deixando-a sozinha no bar.
Abriu o capacete de astronauta, sentindo-se muito rídicula, e tomou o drink. Ao acabar, virou-se e notou uma pessoa usando capa preta. Idêntico ao da foto.
Desceu discretamente as escadas e tentou ir até o homem de capa preta. Vou revelar sua identidade!
- Não tem saída! Peguei você. Tire logo a capa e deixe-me ver quem você é. - gritou Emilly, após finalmente chegar a um lugar no bosque que não havia saída.
- Imaginei que fosse gostar, Agatah.
- E acertou, Peter! Eu amei!
- Que bom que gostou. É o meu lugar favorito. Sempre que quero escapar dos meus problemas, das minhas preocupações, venho aqui e fico observado o lago. Isso me deixa muito calmo.
- Você está passando por algum problema? Quer me contar?
- Não. São coisas simples, de família. Não quero chateá-la com isso.
- Sou sua namorada, Peter. Pode me contar sempre que quiser.
- Gostei do jeito que disse que é minha namorada. - Peter beija os lábios de Agatah.
- Também gosto do jeito que me trata. Amo você!
Agatah e Peter permanecem sentados, abraçados até o fim da tarde.
Quando começa a escurecer, Peter se despede.
Quando ele desaparece no meio do parque, Anna surge para exigir um favor de Agatah.
- Detesto interromper, mas... Se quiser manter ele do seu lado por mais tempo, terá que fazer sua parte do acordo. Eu entreguei a você o Peter, da forma mais fácil. Agora preciso que você faça o que eu pedi.
- Anna, não posso fazer isso.
- Agatah, isso não foi um pedido. Vá até Emilly e consiga o que eu te pedi.
Agatah se levanta do banco e caminha até a saída do parque. Farei o que ela pedir.
Caminhando na praia com passos curtos e calmos, Agatah senta-se ao lado de uma garota loira.
- Posso me sentar aqui?
- Claro.
Emilly se aproxima de Agatah e começa a conversar.
E naquela tarde, uma nova amizade foi feita.
Caminhando pelo corredor, abre a porta do seu quarto e abre sua mala. Hora de acabar com isso!

Emilly se via obrigada a participar daquela festa tediosa. Para ela, não havia nada interessante para fazer. Elliot estava ao seu lado, exibindo a tatuagem falsa que compunha sua fantasia.
Como ele é ridículo!
Estava desconfortável dentro do capacete de astronauta que sua mãe havia comprado. Naquele momento, Emilly arrependeu-se amargamente de ter deixado que sua mãe fizesse a escolha.
Olhava para todos os lados, procurando uma distração. Precisava livrar-se do tédio que era estar ao lado de Elliot e professores.
Pediu licença e foi até a mesa do bar, pedir uma bebida.
- Emilly, pegue leve com as bebidas. - alertou sua mãe.
- Uma taça de néctar de morango, por favor. - fez o pedido - Não se preocupe, mãe. Não quero bebida alcoólica.
A mãe de Emilly saiu do gazebo, deixando-a sozinha no bar.
Abriu o capacete de astronauta, sentindo-se muito rídicula, e tomou o drink. Ao acabar, virou-se e notou uma pessoa usando capa preta. Idêntico ao da foto.
Desceu discretamente as escadas e tentou ir até o homem de capa preta. Vou revelar sua identidade!
- Não tem saída! Peguei você. Tire logo a capa e deixe-me ver quem você é. - gritou Emilly, após finalmente chegar a um lugar no bosque que não havia saída.
- Tem razão! Acho melhor tirar a capa. - respondeu a pessoa que se escondia atrás dela.
- Agatah? Então foi você o tempo todo?
- Emilly... Precisamos conversar.
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